quinta-feira, 27 de março de 2014

Como surgiu a Igreja?

Prefiguração da Igreja:

Desde o início dos tempos a Igreja já era prefigurada. O próprio Antigo Testamento possui dezenas de frases prefigurativas. A Arca de Noé, por exemplo, simboliza a Igreja: aqueles que estiverem dentro dela se salvarão; o misterioso sacerdote Melquisedeque que, de maneira surpreendente, oferece pão e vinho a Abraão, símboliza o Cristo na introdução da Eucaristia.

A Igreja (assembléia ou reunião do povo de Deus), começou com Abraão, a quem Deus prometeu que seria o pai de um grande povo. (Gn 12,2;15,5-6). Deus então escolheu Israel como Seu povo eleito. (Ex 19,5-6).
No entanto, o povo comportou-se como uma prostituta, diz o Senhor, rompendo a aliança que fizeram com o Ele, através de adoração a falsos Deuses, etc. (Is 1,2-4).

Por este motivo, os profetas passaram a anunciar, por vontade de Deus, o início de uma nova e eterna Aliança (Is 55,3), a qual foi instituída por Jesus, o Cristo (ungido) de Deus.

Missão de Jesus

A missão de Jesus era realizar o plano de salvação de Deus Pai. Para isso, veio ao mundo e, na idade adulta, formou a pequena comunidade dos 12 Discípulos, respresentando as 12 tribos de Israel, tendo Pedro como seu "chefe" (Mc 3,14-15).

Cristo fundou uma Igreja

A Igreja foi realizada pela Cruz redentora de Cristo e por Sua Ressurreição. Será consumada na glória do céu como assembléia de todos os resgatados na terra. Por isso a Igreja é necessária à salvação do homem, não bastando a fé, como pregava Lutero, que iniciou a reforma protestante.
Por isso também Jesus deixou seus discípulos responsáveis pela Sua doutrina, incumbindo-os de difundi-la por todo o mundo, dando-lhes grandes autoridades, como a de poder decidir o que será ligado ou desligado nos Céus (Mt 16,18-20). Daí vem, por exemplo, a certeza do perdão dos pecados no Sacramento da Reconciliação ou confissão.

Assim, tendo Pedro como "cabeça visível" da Igreja, os Apóstolos difundiram a doutrina por todo o mundo conhecido. Pela autoridade que a eles foi dada pelo Filho de Deus, nomearam outros apóstolos (bispos e sacerdotes), diáconos, como Estêvão e Filipe. Também nomearam Lino após a morte de Pedro, que tornou-se assim o segundo Papa. Assim tem sido até hoje.

A irmã chata

Olá catequistas, aqui vai um contozinho para contarmos para nossas crianças na catequese. Esse conto da "Irmã Chata" é bem interessante e cabe como uma luva, em nossa realidade.
Um forte abraço!
Matheus Pinto

A irmã chata...
No Carmelo onde Santa Teresinha morava, na França, havia uma Irmã muito chata. Era chata mesmo. Na capela, ela ficava batendo o terço no banco, cujo barulho irritava as colegas.

Teresinha sentia dificuldade até em olhar para o rosto dessa Irmã, mas procurava disfarçar. Quando a via no corredor, sua vontade era de entrar numa sala, evitando o encontro. Mas se dominava, olhava para ela e sorria.

Na lavanderia, aquela Irmã era estabanada e espirrava água nas colegas que lavavam roupa ao seu lado. Teresinha não enxugava os pingos, para não mostrar descontentamento. Que sejam como água benta, pensava ela.

E assim, Teresinha foi invertendo os seus sentimentos em relação àquela Irmã. O barulhinho do terço na capela já lhe parecia uma música que a ajudava a rezar e a louvar a Deus.

Com o tempo, ela passou a gostar daquela Irmã. Um dia, para surpresa sua, a Irmã lhe disse: "Irmã Teresinha, por que é que você gosta tanto de mim?"

O amor de Deus, que foi derramado em nossos corações no batismo, nos impulsiona a amar o próximo sem distinção. "Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele" (1Jo 4,16).

"Sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos" (1Jo 3,14).

Vamos pedir a Maria Santíssima e a Santa Teresinha que nos ajudem a acolher com amor as pessoas chatas e a conviver bem com as pessoas que moram, trabalham ou estudam conosco e não nos são agradáveis.
Adaptação: Pe. Queiroz
www.a12.com

Como preparar bem um encontro de catequese?

O encontro de catequese e sua dinâmica
Nestes últimos anos tem-se falado em Catequese Renovada e muitos pontos positivos contribuíram para que ela assim fosse chamada. Percebemos que algumas propostas da Catequese Renovada estão muito visíveis: o uso da Palavra de Deus, a importância de ligar a fé com a vida, perceber e respeitar as situações dos catequizandos tais (interesses, jeito de viver, idade, cultura...), a preocupação em fazer uma catequese mais comprometida com a comunidade, envolvimento da família, o uso de uma metodologia mais criativa, dinâmica...

O documento Catequese Renovada (26), escrito em 1983, nos faz propostas arrojadas e que ainda estamos por concretizar.

Para muitos catequistas, pais, agentes, padres... a catequese é ainda pensada:

• só para crianças;
• voltada para os sacramentos;
• para a celebração dos sacramentos que muitas vezes é uma formatura, portanto, depois disto é um adeus a todos os compromissos de fé e vida;
• os encontros de catequese são pensados como uma “aula escolar”;
• o encontro catequético é desligado da vida (problemas, exclusões, alegrias, lutas, meios de comunicação...).

A nossa preocupação é que se possa superar uma fé que apenas passa por um texto, ou doutrina, e que, com os nossos catequizandos, se possa fazer uma verdadeira experiência de Deus, vivenciada como processo e encarnada no dia-a-dia, na luta por mais justiça e acolhendo a vida como maior dom de Deus.

Diz o documento que a finalidade da catequese é a “maturidade da Fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral” (CR 318).

A maturidade da fé não se faz de um dia para o outro. Ela tem início na família, contínua na comunidade e acompanha a pessoa por toda a vida.

O princípio da interação: “Fé-Vida”

Existem muitos métodos, isto é, muitas maneiras para se chegar a alcançar objetivos.

A catequese usa o princípio metodológico da interação. Na vida de todo dia usamos interações que produzem efeitos benéficos. Veja, por exemplo, o fermento, a água e o trigo ajuntados, misturados, interados, são capazes de produzir um pão capaz de matar a fome.

Na catequese é preciso fazer interagir, isto é, misturar aquilo que é do campo de fé (Bíblia, tradição, liturgia, doutrina, ensinamentos da Igreja...) com tudo aquilo que é do campo da vida (acontecimentos, realidade, situações, aspirações, clamores, fatos alegres e tristes...).

“A interação é relacionamento mútuo e eficaz entre a experiência de vida e a formulação da fé, entre a vivência atual e o dado da Tradição” (CR 113). O conteúdo da catequese não é só doutrina, Bíblia, mas também a nossa vida.

Frei Bernardo dizia: O catequista precisa trazer numa mão o jornal e na outra a Palavra de Deus. Precisamos estar em contato com duas fontes: a Bíblia e a realidade humana.
Este método tem por finalidade educar para Ação-Reflexão, assim como fez Jesus, que se preocupou de educar seus discípulos para uma reflexão, partindo da vida (pobres, crianças, doentes, excluídos...).

Como trabalhar um encontro de catequese

Para melhor trabalhar o método de interação usa-se um pocedimento, ou melhor, um itinerário, que favorece o grande objetivo da catequese: “Para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10).
Todo encontro parte da VIDA para chegar a mais VIDA com novos compromissos e novas atitudes...

O itinerário de um encontro, para muitos, é velho ou muito conhecido. Acontece, que existem muitos catequistas iniciantes e precisam estar seguros de como proceder ao realizar algum encontro.
Vejamos agora, parte por parte da dinâmica metodológica de um encontro:

ACOLHIDA, VER, JULGAR, CELEBRAR, AGIR, AVALIAR.



a) Acolhida: é a sala de visita do encontro. Pode ser expressa de muitas formas: gestos, cantos, símbolos, surpresas...



É importante que todo catequizando encontre sempre um ambiente acolhedor, fraterno amigo. Seja reconhecido na sua individualidade, chamando-o pelo nome.
Todo participante que se sente aceito e amado, participará com mais alegria e motivação.

b) Olhar a vida, ou ver a realidade, suscita a capacidade para a sensibilidade, consciência crítica, perceber com o coração e a inteligência aquilo que se passa ao redor.
Não é só olhar a realidade superficialmente, mas possibilitar o aprofundamento de fatos, causas, conseqüências do sistema social, econômico-político e cultural dos problemas.



O olhar a vida é o momento de ver o chão onde vivemos e de preparar o terreno da realidade para depois jogar a semente da Palavra de Deus.

A parte do ver pode ser concretizada através de desenhos, visitas, entrevistas, histórias e fatos contados, notícias, figuras, fitas de vídeo, dramatização...

c) Iluminar a vida com a Palavra (Julgar).



A partir da vida apresentamos a Palavra de Deus. Podemos compará-lo com a luz existente dentro de casa. Ela ilumina todo o ambiente isto é, nos mostra qual a vontade de Deus em relação à vida das pessoas, seus sonhos, necessidades, valores, esperanças...

Fazemos um confronto com as exigências da fé anunciadas por Jesus Cristo, diante da realidade refletida.

Dentro do julgar também colocamos o Aprofundamento da Palavra. Nesta parte aumentamos a luminosidade da casa para poder enxergar melhor.

É a hora que refletimos com o grupo para fazer uma ligação mais aprofundada da Palavra com a vida do dia-a-dia e perceber os apelos que Deus nos faz. Pode-se perguntar: O que a Palavra de Deus diz para a nossa vida? Sobre o que nos chama atenção? O que precisamos mudar? Que apelos a Palavra faz para mim e para nós?

O aprofundamento pode ser feito ainda com encenações, dinâmicas, cantos, símbolos...

d) Celebrar a Fé e a Vida. É um momento muito forte. É como se estivéssemos ao redor de uma mesa com um convidado especial.



O celebrar é como saborear em conjunto na alegria, ou no perdão, algo que nos alimenta porque nos dirigimos, nos aproximamos do convidado especial, que é Deus.

A celebração não deve ficar apenas na oração decorada. Os catequizandos aprenderão a conversar naturalmente com Deus como um amigo íntimo. É importante diversificar a oração usando símbolos, cantos, gestos, salmos, silêncio, frases bíblicas repetidas, relacionando sempre ao tema estudado e com a vida.

A partir das celebrações dos encontros é possível motivar os catequizandos na participação das celebrações, cultos, novenas, grupos de reflexão.

e) Assumir ações práticas. Todo encontro precisa conscientizar que ser cristão não é ficar de braços cruzados, e nem ficar passivo diante da realidade.



Trata-se de encontrar passos concretos de mudança das situações onde a dignidade é ferida, a partir de critérios cristãos.

O agir é transformador e comprometedor. Está ligado à vida e à Palavra de Deus que questionam e exigem a mudança nas pessoas, famílias, comunidade.

Cada catequista necessita provocar o seu grupo para ações práticas. É preciso respeitar cada faixa etária, mas não será impossível fazer algo concreto. Os compromissos podem ser discutidos e assumidos de forma individual ou grupal.

f) Recordar o encontro. Não se trata aqui da aplicação de exercícios para decorar conceitos. O recordar nos leva a ruminar o que foi refletido, aprofundado, trazendo à memória algo essencial para ser fixado. A memorização é necessária sobretudo para conteúdos básicos de nossa fé. Se for aplicada alguma atividade, que esta seja para desenvolver o espírito comunitário de fraternidade, partilha, amizade e ajuda mútua.

Pode-se também pedir a ajuda para a família, sobre questões práticas.

g) Guardar para vida. Este passo dá importância à Bíblia. Precisamos que nossos catequizandos tenham na vida e na fala a Palavra de Deus. A partir do assunto tratado no encontro, podemos usar uma ou duas frases, tiradas dos textos bíblicos usados que dão a síntese do conteúdo, para serem compreendidas e vivenciadas.



As frases poderão ser escritas em papelógrafo ilustradas com desenhos, ou figuras e fixadas em local para serem vistas e memorizadas.

h) Avaliar. A avaliação ajuda a alegrar-se com as descobertas feitas, pelo que aconteceu de bom. É ela também que faz verificar as falhas, corrigir o que não foi bom.



Não podemos ficar somente no que o catequizando “aprendeu”, isto é, se sabe os mandamentos, sacramentos, mas é preciso avaliar as relações interpessoais, a responsabilidade, o comprometimento, o assumir os valores evangélicos como: diálogo, partilha, capacidade de perdoar, atitudes de fraternidade.

A avaliação é um passo precioso de crescimento. Ela faz parte de qualquer encontro.

São muitas as formas de avaliar. Pode-se utilizar dinâmicas, debates, partilha em grupo, individual, ou ainda, os próprios participantes escolhem alguém que no final do encontro poderá dar a sua opinião.

A grande fonte de avaliação é a observação atenta do que ocorre durante o processo catequético. Portanto, a avaliação não é só olhada dentro de quatro paredes, mas envolve a vida toda.

Parece simples preparar um encontro mas, como vemos, exige do(a) catequista dedicação, carinho e aprofundamento para tornar cada encontro, um espaço de crescimento mútuo.

Ao olharmos Jesus com seus apóstolos, veremos que seu método também tinha estes passos. É só verificar algumas passagens, como a dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35) ou ainda o encontro com a Samaritana (Jo 4, 1-30) ou Zaqueu (Lc 19, 1-10).

Qualquer ambiente era propício para acolher-ensinar-aprender-conviver. Para Ele a importância estava nas pessoas.

Ir. Marlene Bertoldi
Fonte: www.pime.org.br

Adão e Eva


Deus criou um jardim chamado Éden, e no meio deste jardim, ficava a árvore da vida e também a árvore do conhecimento do bem e do mal. Então, Deus pôs o homem no jardim do Éden, para cuidar dele e nele fazer plantações. E o SENHOR deu ao homem a seguinte ordem: Você pode comer as frutas de qualquer árvore do jardim, menos da árvore que dá o conhecimento do bem e do mal. Não coma a fruta dessa árvore; pois, no dia em que você a comer, certamente morrerá. Um dia, a serpente apareceu e começou a conversar com Eva. Ela perguntou à mulher: – É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim? A mulher respondeu: – Podemos comer as frutas de qualquer árvore, menos a fruta da árvore que fica no meio do jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta, nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos. Mas a serpente afirmou: – Vocês não morrerão coisa nenhuma! Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal A mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido, e ele também comeu. Nesse momento os olhos dos dois se abriram, e eles perceberam que estavam nus. Então costuraram umas folhas de figueira para usar como roupas. Naquele dia, quando soprava o vento suave da tarde, o homem e a sua mulher ouviram a voz do SENHOR Deus, que estava passeando pelo jardim. Então se esconderam dele, no meio das árvores. Mas o SENHOR Deus chamou o homem e perguntou: – Onde é que você está? O homem respondeu: – Eu ouvi a tua voz, quando estavas passeando pelo jardim, e fiquei com medo porque estava nu. Por isso me escondi. Aí Deus perguntou: – E quem foi que lhe disse que você estava nu? Por acaso você comeu a fruta da árvore que eu o proibi de comer? O homem disse: – A mulher que me deste para ser a minha companheira me deu a fruta, e eu comi. Então o SENHOR Deus perguntou à mulher: – Por que você fez isso? A mulher respondeu: – A serpente me enganou, e eu comi. Então o SENHOR Deus disse à serpente: – Por causa do que você fez você será castigada. Entre todos os animais só você receberá esta maldição: de hoje em diante você vai andar se arrastando pelo chão e vai comer o pó da terra. Para a mulher Deus disse: – Vou aumentar o seu sofrimento na gravidez, e com muita dor você dará à luz filhos. Apesar disso, você terá desejo de estar com o seu marido, e ele a dominará. E para Adão Deus disse o seguinte: – Você fez o que a sua mulher disse e comeu a fruta da árvore que eu o proibi de comer. Por causa do que você fez a terra será maldita. Você terá de trabalhar duramente a vida inteira a fim de que a terra produza alimento suficiente para você. E o SENHOR Deus fez roupas de peles de animais para Adão e a sua mulher se vestirem. Por isso o SENHOR Deus expulsou o homem do jardim do Éden e fez com que ele cultivasse a terra da qual havia sido formado.


Atividades:






Fonte: Blog Catequese Infantil.

Campanha da Fraternidade 2014 na catequese!


 


Atividades sobre a Campanha da Fraternidade 2014

No dia 5 de março, em todas as paróquias do Brasil vai ser lançada a Campanha da Fraternidade com o tema 'Fraternidade e Tráfico Humano'. Entre os objetivos está o de conscientizar a sociedade sobre a insensatez do tráfico de pessoas e sobre a sua realidade. Conforme a CNBB, o problema é difícil de ser enfrentado por causa do preconceito e do medo das vítimas, fazendo com que poucas pessoas denunciem os fatos do tráfico. 
O período forte da Campanha da Fraternidade é a quaresma, que inicia na quarta-feira de cinzas e termina na Semana Santa. O convite é a conversão em vista de uma melhor vivência do evangelho. É o que expressamos no momento da imposição das cinzas, quando o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”!
Pensando em ajudar os catequistas do Brasil com sugestões para enriquecer ainda mais seus encontros na catequese, apresento a vocês algumas ideias  de atividades que criei com muito carinho.
Confira:



O catequista poderá desenvolver as atividades acima de acordo com a realidade da turma.
Quando elaboro as atividades tenho o cuidado de pensar nas crianças menores, as de 6 anos por exemplo, pois ainda não sabem escrever e o catequista deve trabalhar com elas através da oralidade e do visual (imagens, fotos, gravuras etc). Uma ideia bacana para esta idade, são histórias. O catequista poderá criar alguns fantoches e contar uma história, ou reunir com os outros catequistas e apresentar um teatro, ou criar a sugestão da TV que passei na postagem anterior e contar a história do Pinóquio e outras relacionadas ao tema 
No querido blog, que também trabalha em prol da evangelização, o Amiguinhos de Deus, tem algumas sugestões de desenhos para colorir, veja:





Catequistas, uma sugestão que não pode faltar nos encontros são cartazes com versículos bíblicos que leva os catequizandos a refletir o tema da Campanha da Fraternidade. Veja alguns: Gálatas 5,1 (o lema) / João 1.10 / João 4.10 / João 8.32 / Isaías 49.15 / Isaías 54.10 / Isaías 66.13 / Isaías 1.16 - 18 / Mateus 6.24 / Gálatas 5.22-23 / João 15. 9-11 etc.
Sempre faço um cartaz com essas passagens bíblicas e no início do encontro lemos e refletimos a mensagem de cada versículo.
Amigos catequistas, por hoje é só!
Reze uma Ave Maria por mim e até a próxima.
Fonte: Blog Catequese com Crianças.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Caim e Abel

-Objetivo: contar a história dos filhos de Adão e Eva. Falar da inveja que é um sentimento ruim. Falar que devemos ofertar a Deus tudo o que temos de melhor.


-Gn 4, 1-16


-Colocação do tema
   O que Caim e Abel fizeram? (ouvir as respostas) – Ofertas para Deus.
  Abel dedicou ao Senhor sua melhor oferta, enquanto Caim não agiu da mesma forma, o que desagradou e muito a Deus.
  Por inveja, Caim matou Abel e escolheu permitir que o pecado entrasse em seu coração.
   Quais os sentimentos e pensamentos que estavam por detrás das atitudes de Caim?
(Ouça as respostas) – Fúria, ódio, inveja.
   Caim lutou contra o pecado?
(ouvir as respostas)... – Não! Ele não foi humilde, mas orgulhoso... Na verdade Caim permitiu que o pecado tomasse conta de todo o seu coração.
   Nós sabemos que o pecado anda rosnando
(como um cachorro) na porta do nosso coração. Sabemos também que Deus quer possuir nosso coração, então precisamos mantê-lo afastado do pecado. Vamos analisar as atitudes de Caim... E ver o que acontece quando não afastamos o nosso coração do pecado.
  Qual era o trabalho de Abel?
(Ouvir as respostas) - pastor de ovelhas
  Qual era o trabalho de Caim?
(Ouvir as respostas) - Agricultor
  O que os dois irmãos levaram para Deus?
(ouvir as respostas) - Uma oferta.
  Nós podemos aprender com eles observando as ofertas que cada um dedicou a Deus.
  Abel levou para Deus uma oferta que O agradou, pois gastou tempo analisando qual a melhor oferta que poderia dedicar ao Senhor. Na Bíblia diz que ele agradou a Deus. Quando   Abel entregou sua oferta, ele estava demonstrando o desejo real de estabelecer um perfeito relacionamento com Deus, tornando-O dono de seu coração.
  Abel desejava verdadeiramente não dividir seu coração, então tentou fechar a sua porta para o pecado , entregando-o integralmente a Deus.
  Abel tentou honrar e agradar a Deus do fundo do seu coração, então não teve um coração dividido. Isto é tudo que Deus quer de nós.
  A Bíblia não diz que Abel nunca pecou... Só Jesus e Maria não pecaram. Abel tentou firmemente permitir que Deus fosse sempre o dono do seu coração.
  Quando Caim levou a oferta dele. o Senhor não ficou feliz com a oferta de Caim porque ele a deu de forma relaxada e descuidada.
  Caim não pensou muito sobre sua oferta para Deus e apenas jogou alguma coisa no cesto.
  Então o primeiro pecado que Caim cometeu foi não ter honrado a Deus, ofertando o pior e sem alegria.
  Então Deus chamou Caim e lhe deu uma oportunidade de se acertar , Ele sabia que Caim estava sendo tentado para fazer coisas ruins com seu irmão e o preveniu sobre o pecado que estava batendo na porta do seu coração.
  Mas o rosto de Caim logo mudou, ele ficou com raiva, seu coração ficou irado, e não respondeu e nem ouviu o que DEUS estava tentando lhe dizer.
  Caim deveria ter dito
“me perdoe, meu Senhor e meu Deus, pelo meu descaso, eu deveria ter pensado mais sobre Sua oferta. Vou lhe trazer uma nova que O agrade. Perdoe-me!” Se ele tivesse feito isso, estaria fechando a porta do seu coração para o pecado.
  Caim,no entanto, não quis saber de ouvir o que Deus estava tentando preveni-lo e terminou matando seu irmão Abel. Pecou novamente e gravemente
  E então os pecados que ele cometeu e dos quais não se arrependeu... Foram empurrando Deus para fora do seu coração.
  Deus perguntou então à Caim : “Onde está o teu irmão?”. Como foi que Caim respondeu?              Ele falou a verdade ou mentiu? (ouvir as respostas) - Ele mentiu.
  Novamente Caim escolheu abrir a porta do seu coração para o pecado e mentiu para Deus.
  Como Deus nos dá liberdade, então Ele permitiu que Caim fizesse a sua escolha. Caim simplesmente escolheu o pecado fazendo com que seu coração se dividisse, o coração de       Caim não mais pertencia a Deus e o pecado tomou conta do seu coração.
  Deus o tinha prevenido a cada passo errado que ele escolhia dar, mas Caim não ouviu.
  Deus é justo, e Caim sofreu todas as conseqüências do pecado, ele perdeu tudo.
  Deus o ama muito, mas quando você peca, Ele não é mais o dono do seu coração! É como se você mesmo Lhe dissesse:
“Não quero que tomes conta do meu coração”
, mas se você se arrepende de ter pecado e quer que Deus volte a ser dono do seu coração, lembre-se que um dia Alguém maravilhoso que é Jesus, tomou sobre Si os nossos pecados, Ele carregou paciente e amorosamente a cruz dos nossos pecados, das nossas desobediências a Deus, Jesus aceitou por amor a Deus Pai e por amor a nós, morrer pregado numa Cruz, para nos devolver a amizade perdida com o Bom Deus, de tal maneira que podemos nos voltar a Deus e permitir que Ele seja novamente o dono do nosso coração, basta além do arrependimento de ter pecado e o propósito de não mais pecar, procurar um Sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana, que é nossa Igreja, e confessar os meus pecados, não o dos outros, mas os meus pecados, pois foi ao Sacerdote que Deus deu poder “autoridade” para absolver (perdoar) os pecados em Nome DELE. Só assim limpamos toda sujeira e deixamos nosso coração quentinho e aconchegante para que Deus não só seja o dono do nosso coração, mas também venha habitar nele.

Sugestão de atividades:
-Desenhos para colorir.
-Reunir  as crianças em fila e quando você falar Caim elas devem abaixar e quando você dizer Abel elas levantam.
-Desenhar dois corações, em um coração as crianças falarão e você escreverá coisas que desagradem a Deus e no outro elas dirão coisas que agradam a Deus.

Oração
"Amado Bom Deus, obrigado por me amar tanto e estar sempre querendo permanecer junto comigo. Por favor, me ajude a manter a porta do meu coração fechada para o pecado e a permitir que o Senhor tome conta de todas as partes do meu coração.
Amém!"

terça-feira, 25 de março de 2014

Liturgia Sacramental

Catequistas, aqui vai uma otima formação sobre os Sacramentos da Igreja, vele a pena da uma lida e absorver o maximo desta catequese feita por Dom Henrique Soares da Costa.

Um forte abraço,

Matheus Pinto.

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O Batismo

- Pelo Batismo somos regenerados pelo Espírito do Cristo para uma vida nova, recebemos o perdão dos pecados, no Filho Jesus somos feitos filhos de Deus Pai e participantes da natureza divina. Participando da morte e ressurreição do Senhor Jesus, somos incorporados a ele, tornando-nos membros do seu Corpo, que é a Igreja. No Batismo o Espírito do Ressuscitado vem habitar em nós (e com ele, o Pai e o Filho): tornamo-nos templo da Trindade.
Tornamo-nos também membros do povo sacerdotal, participando do único sacerdócio de Cristo.
-Características:
* ministro: ordinariamente um ministro ordenado; extraordinariamente, qualquer pessoa, batizada ou não, desde que deseje fazer o que a Igreja faz.
* elementos essenciais: a água e a fórmula «Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».
* outros elementos: o óleo dos catecúmenos (significa a graça de Cristo que penetrará na vida do novo cristão), o óleo do Crisma (significa participação do batizado na unção messiânica de Cristo, ungido com o Espírito Santo), a vela (significa a luz de Cristo, que nos ilumina pela fé), a veste branca (significa a pureza concedida pelo perdão de todos os pecados graças à Páscoa de Cristo).

A Confirmação

- Também chamado «crisma» porque é conferido pela unção com o Santo Crisma. Confere o Espírito Santo como força de Deus para o testemunho do Evangelho, vinculando-nos mais perfeitamente à Cristo e à sua Igreja. Obriga-nos ao testemunho e à difusão da fé, tornando-nos enviados pelo Senhor a anunciar o Evangelho.
-Características:
* ministro: ordinariamente, o Bispo; extraordinariamente, um sacerdote indicado pelo Bispo.
* elementos essenciais: a imposição das mãos e a unção com o óleo do Crisma, acompanhada das palavras: «Recebe por este sinal o Espírito Santo, Dom de Deus».

A Penitência

- Na Igreja Antiga a Penitência era chamada «segundo batismo». Até o século VI era concedida uma só vez na vida e de modo público, numa celebração presidida pelo Bispo, como renovação da graça batismal. Posteriormente, a Igreja permitiu o costume introduzido pelos monges irlandeses da confissão repetida e auricular.
- O Sacramento da Penitência é a atuação da força redentora da Páscoa do Senhor. Por ele, que infunde continuamente o seu Espírito Santo sobre a Igreja, o Pai nos reconcilia consigo, perdoando-nos os pecados.
Isto aparece claramente na fórmula de absolvição: «Deus Pai de misericórdia, que pela morte e ressurreição do seu Filho reconciliou o mundo consigo, e infundiu o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».
- Características:
* ministro: o Bispo ou o sacerdote.
* elementos essenciais: o reconhecimento dos pecados, o arrependimento sincero, o desejo de não mais cometê-los, a confissão clara e total dos mesmos, a satisfação (a penitência dada), a absolvição do sacerdote em nome de Deus e da Igreja.

O Matrimônio

- O Matrimônio é um contrato tão antigo quanto a humanidade. Faz parte do plano de Deus, como expressão do amor entre um homem e uma mulher, sinal do próprio amor de Deus.
Entre batizados, Cristo Senhor quis elevar esse contrato à dignidade de sacramento, de sinal eficaz do seu amor: Cristo é o Esposo da Igreja, que é sua Esposa:
* «Quem tem o esposo é a esposa; mas o amigo do esposo, que está presente e o ouve, é tomado de alegria à voz do esposo. Essa é a minha alegria e ela é completa» (Jo 3,29).
* «Por acaso podem os amigos do noivo estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado...» (Mt 9,15).
* «Vós, maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela Palavra... Assim também os maridos devem amar as próprias mulheres, com o seus próprios corpos. Quem ama sua mulher ama-se a si mesmo, pois ninguém jamais quis mal à sua própria carne, antes alimenta-a e dela cuida , como também faz Cristo com a Igreja, porque somos membros do seu Corpo. Por isso deixará o homem o seu pai e a sua mãe e se ligará à sua mulher, e serão ambos uma só carne. É grande este mistério (sacramentum): refiro-me à relação entre Cristo e a sua Igreja» (Ef 5,21-33).
- Assim, pelo sacramento do Matrimônio, Cristo Senhor, infunde o seu Espírito de amor sobre o amor humano, de modo que este passe a significar o amor esponsal entre Cristo e sua Igreja.
- Características:
* ministro: os cônjuges, que administram um ao outro o sacramento.
* elementos essenciais: a firme convicção de indissolubilidade, monogaminidade e fecundidade da relação matrimonial.
* importante para a validade: a Bênção e testemunho de um ministro autorizado pela Igreja: Bispo, sacerdote, diácono ou, extraordinariamente, um leigo.
* o matrimônio é realizado através do consentimento de ambos: «Eu te recebo... e te prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te... todos os dias da nossa vida».
* a aliança recorda o amor de aliança entre Deus e seu povo, entre Cristo e sua Igreja, entre marido e mulher.

A Ordem

- É o Sacramento pelo qual um batizado, membro do Povo sacerdotal, recebe do Espírito do Senhor ressuscitado que o configura a Cristo Cabeça e Esposo da Igreja para a edificação do Corpo de Cristo e a glória de Deus Pai. Aquele que é ordenado é configurado a Cristo Mestre, Sacerdote e Pastor da sua Igreja, tendo o múnus de ensinar, santificar e governar o Povo de Deus.
Este sacramento, sendo um só, é participado de três modos diversos, conforme o grau:
- primeiro grau é o Episcopado: recebendo o sacramento, o ordenado entra no Colégio Episcopal que sucede ao Colégio Apostólico. O Bispo é sucessor dos Apóstolos. Torna-se, na sua Igreja particular, vigário de Cristo Pastor, Mestre e Santificador. Ele deve amar a Igreja como Cristo a ama: como sua Esposa. O anel episcopal recorda precisamente isto.
- segundo grau é o Presbiterato: o que recebe este grau do Sacramento da Ordem é configurado a Cristo Mestre, Santificador e Pastor do seu Povo como cooperador da Ordem episcopal. O Presbítero é subordinado ao Bispo e, pelo Sacramento, faz parte do Presbitério da Igreja local.
- terceiro grau é o Diaconato. Quem recebe este grau não é sacerdote. É ordenado para o serviço do Altar e da caridade. Os diáconos são cooperadores do Bispo e, por determinação sua, dos presbíteros.
- Características:
* ministro: o Bispo. Para a ordenação episcopal, ao menos três bispos.
* quem pode ser ordenado: qualquer batizado do sexo masculino. É doutrina definitiva e vinculante da Igreja católica que o sacramento da Ordem, por vontade de Cristo e Tradição apostólica, não pode ser conferido às mulheres.
* elementos essenciais: a imposição das mãos e a oração consacratória.
* outros elementos: a unção com o óleo (nas mãos, para o padre; na cabeça, para o bispo), a entrega dos instrumentos (a Escritura Sagrada, para o diácono; o cálice com vinho e a patena com o pão, para o padre; o báculo, o anel e a mitra, para o bispo).

A Unção dos Enfermos

- Por este Sacramento o cristão que atravesse um momento de prova física, ou por doença, ou por idade avançada, recebe de Cristo a força do Espírito Santo para que possa viver seu momento de dor unido à Cruz do Senhor pelo bem do seu Corpo, que é a Igreja. O cristão faz, assim, da sua dor, um modo fecundíssimo de participar da Páscoa do Senhor Jesus.
- Características:
* ministro: o Bispo ou um sacerdote
* elementos essenciais: a unção com o óleo dos enfermos e a oração da Igreja
* outros elementos: é recomendável que quem recebe este Sacramento receba também o Sacramento da Penitência e a Comunhão eucarística - se o estado do enfermo for grave deverá recebê-lo em forma de viático (ou seja, a comunhão é levada em casa).

Conclusão

- Pelos sacramentos os cristãos participam sempre do mistério da morte e ressurreição de Cristo, da sua Páscoa... em cada sacramento sob um aspecto diferente:
- pelo Batismo é configurado à Cristo morto e ressuscitado, nascendo para uma vida nova pela potência do Espírito;
- pela Confirmação recebe a força Espírito do Ressuscitado para testemunhá-lo no seu mistério pascal;
- pela Penitência morre para o pecado e renasce para a vida da graça, experimentando os efeitos redentores da Páscoa do Senhor;
- pelo Matrimônio testemunha o amor pascal que Cristo, na morte e ressurreição, manifestou à sua Igreja;
- pela Ordem é configurado a Cristo Esposo e Cabeça da Igreja, que a ela se entregou na Cruz e a vivifica pela sua ressurreição;
- pelo Unção dos Enfermos recebe a graça de participar do sofrimento pascal do Senhor.
- Assim, o cristão participa da oferta pascal que Cristo apresentou ao Pai como sacerdote na Nova Aliança. Em outras palavras: cada vez que o cristão recebe um sacramento participa do exercício do sacerdócio de Cristo Jesus, no Espírito Santo, para a glória do Pai.
- OBS.: Para uma catequese completa sobre os Sacramentos é indispensável ler o Catecismo da Igreja Católica nn. 1210-1690.

3 - A Eucaristia

Visão geral

- O Sacramento da Eucaristia é o sacramento por excelência. A palavra eucaristia significa «ação de graças». Na celebração eucarística os cristãos fazem memorial da Páscoa de Cristo Jesus, tornando presente o mistério da entrega que Cristo fez de si ao Pai para a salvação do mundo inteiro através da sua paixão, morte, ressurreição, ascensão ao céu e do dom do Espírito Santo.
Assim, cada vez que se celebra a Eucaristia torna-se presente a nossa salvação. Nesta santa celebração a Igreja apresenta ao Pai a Páscoa do Filho, tornada presente pela força do Espírito Santo. Ponto alto da celebração são o momento da epíclese (invocação do Espírito para transformar as espécies no corpo e sangue de Cristo) e da anámnese (recordação da entrega que Cristo fez na Última Ceia, transformando o pão no seu Corpo e o vinho com água no seu Sangue).
- Recebendo o Corpo do Cristo ressuscitado, pleno do Espírito Santo, nós somos divinizados, santificados, tornamo-nos, no Espírito Santo, uma só coisa com o Senhor Jesus e, nele, uma só coisa uns com os outros. É por isso que pode-se dizer que a Eucaristia faz a Igreja.
- Na Eucaristia o Senhor está presente na sua Palavra, no Celebrante, na Assembléia, mas, sobretudo nas espécies do pão e do vinho.
- A Eucaristia é a mais intensa ação de Cristo que, por nós e conosco agradece, louva, suplica, pede perdão ao Pai na potência do Espírito Santo.
- A Eucaristia é também fonte da atividade missionária da Igreja, pois celebrando a Páscoa do Senhor, escutando a sua Palavra e alimentados com o Pão eucarístico, somos impelidos a anunciá-lo até que ele venha.

História e estrutura da Eucaristia

- No início a Eucaristia era celebrada pelas casas e chamava-se «fração do pão». Primeiro fazia-se uma refeição em comum chamada «ágape». Rezava-se e lia-se um texto do AT; o presidente fazia uma homilia. No final, o presidente da celebração pronunciava a bênção de ação de graças (eucaristia) sobre o pão e o vinho em memorial do que o Senhor fez. Tal modo de celebrar desapareceu cedo devido aos abusos: uns iam só para comer, enquanto outros passavam fome (cf. 1Cor 11,17-34).
- Ainda no final da época apostólica já aparecia claramente na celebração eucarística as duas parte essenciais: a Liturgia da Palavra, na qual se recordava as maravilhas de Deus, cumpridas na missão e na Páscoa de Cristo e a Liturgia Eucarística, na qual tudo quanto foi anunciado tornava-se presente ao tornar-se presente a Páscoa do Senhor no pão e no vinho. Lc 24,13-35 é um exemplo disso: esta passagem é uma catequese sobre a Eucaristia: os discípulos tristes no caminho escutam a Palavra do Senhor que lhes explica as Escrituras a seu respeito; depois partem o pão. E na Palavra e no Pão partido reconhecem o Senhor!
- Devido a esse gesto de «dar graças» a celebração vai cada vez mais sendo chamada Eucaristia. No fim da era apostólica, com o início das perseguições e o aumento do número de cristãos, celebrava-se a Eucaristia na madrugada do Domingo (dies Domini = dia do Senhor). Na noite do sábado para o domingo os cristãos se reuniam. Cantava-se, liam-se textos da Escritura (AT) e as memórias dos Apóstolos (NT). Entre uma leitura e outra, aquele que presidia explicava os textos sagrados, relacionando tudo com Cristo. Quando o sol começava a despontar, aquele que presidia pronunciava a eucaristia (=a ação de graças) sobre o pão e o vinho. Depois todos comungavam e os diáconos levavam as espécies consagradas aos que não puderam participar. As pessoas traziam também donativos para os pobres; estes donativos eram recebidos pelo que presidia e entregue aos diáconos, que os distribuíam.
Em Roma, a Eucaristia era celebrada nas catacumbas, pois os pagãos tinham medo de entrar aí pela noite. Em geral celebrava-se sobre o túmulo de um mártir, pois este, derramando seu sangue, uniu-se ao sacrifício de Cristo, tornando-se uma eucaristia viva. Daí vem o costume de colocar sempre dentro do altar relíquias de mártires ou de outros santos.
- Com a liberdade da Igreja, a Eucaristia começou a ser celebrada nos templos e passou a ter uma maior solenidade: o presidente agora usava paramentos e as palavras a serem pronunciadas passaram a ser fixadas no missal. Na Idade Média começou-se a chamar a Eucaristia de Missa. Esta palavra vem do latim missio, que significa missão; ou seja, celebrar a Eucaristia é cumprir a missão que o Senhor nos confiou até que ele volte e, ao mesmo tempo, anunciá-lo ao mundo.

Características

- Ministro: o Bispo e os presbíteros. Não existe ministro extraordinário da Eucaristia! Existem, sim, ministros extraordinários da comunhão eucarística! Estes podem exercer seu ministério somente na sua Paróquia quando convidado pelo padre.
- Elementos essenciais: o pão sem fermento, o vinho e a água.
- Sendo de origem apostólica, a estrutura da Eucaristia não pode ser mudada nem mesmo pela Igreja: tem de ter a liturgia da Palavra e a liturgia eucarística.
- Também tem de haver a comunhão, ao menos do presidente. Participar da Eucaristia sem comungar é algo extremamente aberrante... mais que ir a um banquete e não participar da refeição!

Características atuais da Celebração eucarística

- ESTRUTURA
I - LITURGIA DA PALAVRA » acolhida» ato penitencial
» glória
» coleta
» I leitura
» salmo
» II leitura
» aleluia
» evangelho
» homilia
» credo
» oração dos fiéis
II - LITURGIA EUCARÍSTICA » apresentação das ofertas» oração
ORAÇÃO EUCARÍSTICA: » prefácio
» epiclese
» anámnese (memorial, consagração)
» intercessões
» doxologia
RITO DA COMUNHÃO: » Pai-nosso
» rito da paz
» fração do Pão
» comunhão da assembléia
» silêncio sagrado
» oração após a comunhão
RITOS FINAIS: » eventuais avisos
» bênção
» despedida

4 - Como preparar a celebração eucarística

O local da celebração

- Sendo a Eucaristia ação sagrada por excelência, não deve ser celebrada em qualquer local. O ambiente normal da celebração é o templo. Somente extraordinariamente pode ser celebrada fora da igreja e, nas residências, somente com licença expressa do Bispo.
- O ambiente da Eucaristia deve:
* ser digno: limpo, bem conservado, iluminado, ornamentado com bom gosto e simplicidade;
* ter um altar coberto com uma toalha sempre de cor branca. Não se deve usar uma mesa qualquer para a Eucaristia! A toalha deve ser, sempre que possível, de linho e de forma retangular. No altar devem-se colocar sempre duas velas e, nele ou a seu lado esquerdo, um crucifixo. Caso se coloquem flores, devem ser poucas e discretas, de modo a não tomarem a frente das oferendas. No altar deve também estar o missal, aí colocado depois que o padre o tiver marcado na sacristia.
* ter sempre uma estante (ambão) para a leitura da Palavra de Deus no lado direito do altar. Assim como é indispensável a mesa do Pão eucarístico, é também indispensável a mesa do Pão da Palavra! Do ambão são feitas as leituras e o salmo (que faz parte da liturgia Palavra e não pode ser modificado ou substituído por um canto de meditação), a proclamação do Evangelho e a oração dos fiéis. Na estante deve estar o lecionário (livro de leituras). Nunca se deve fazer as leituras da missa pelo jornalzinho. Também não é correto fazê-la na Bíblia. O comentarista não deve fazer os comentários no ambão...
* ser preparada do lado direito uma mesinha (credência) coberta de branco. Na credência devem estar:
= o cálice com o sanguinho (o pano que serve de guardanapo),
= a patena (de preferência funda) com a hóstia grande e uma porção de partículas,
= o corporal (pano grande e quadrado, dobrado, que é forrado sobre o altar),
= a pala (pequeno quadrado forrado de branco para cobrir c cálice),
= se necessário, uma âmbula (cálice tampado com as demais partículas que serão consagradas. Também é chamada de cibório),
= as galhetas com vinho e água,
= uma pequena bacia com um jarro com água para o padre lavar as mãos,
= o manustégio (uma toalha para enxugá-las).
* ser preparada uma cadeira digna para o Presidente da celebração. Essa cadeira nunca deve ficar na frente do altar, mas atrás ou a seu lado. A cadeira não deve ter forma de poltrona ou de torno. Os banquinhos para os acólitos não deveriam estar ao lado da cadeira do presidente, mas no canto, para não dar a impressão que estes estão concelebrando canto.
* ser reservado um local para os cantores.

Os participantes da celebração

- Participa da Eucaristia todo fiel batizado. Um não batizado pode assistir, jamais participar, pois não faz parte do Corpo sacerdotal de Cristo.
O sacerdote torna presente Cristo Cabeça; os fiéis são o Corpo sacerdotal do Senhor. Padre e fiéis tornam presentes sacramentalmente o Cristo Total no seu ofício sacerdotal.
- Na celebração cada um tem seu ofício. A regra mestra para participar é esta: cada um faça tudo e somente e que lhe compete. Por exemplo: é errado o padre fazer as leituras ou cantar o salmo: isto compete aos leigos; como é completamente errado um leigo fazer a homilia! Um erro muito comum é os leigos dizerem a oração da paz e a doxologia «por Cristo, com Cristo, em Cristo» - isto compete somente ao padre. O missal explica tudo e, por ser celebração de toda a Igreja, ninguém nem grupo particular nenhum, pode modificar o que é determinado pelo missal! Um padre que quisesse celebrar do seu jeito estaria deixando se ser ministro (servo) da Igreja para ser usurpador, fazendo da Santa Missa a sua «missinha» particular. Os fiéis devem rejeitar um tal comportamento!
- O comentarista não deve fazer também a leitura ou salmo.
- Os acólitos que servem na celebração devem estar digna e modestamente vestidos. O correto é estarem sempre de túnica.

O que se canta, o que se comenta

- Os comentários devem ser breves e claros. Podem-se fazê-los: na introdução, antes de cada leitura, antes da apresentação das ofertas, após a oração pós-comunhão. O comentarista nunca deve anunciar o livro a ser lido (é o leitor quem o fará). Nunca se deve dizer capítulo e versículo da leitura a ser feita ou do salmo a ser cantado. Também nunca se diz “palavras do Senhor”, mas “Palavra do Senhor”.
- Quanto aos cânticos: devem ser sempre litúrgicos. É proibido cantar nas celebrações litúrgicas cânticos profanos! Só se canta um cântico composto especificamente para a liturgia!
No Glória, Credo e Santo deve-se prestar atenção para não se colocar letras que alterem o sentido da oração original; Em outras palavras:
= o Glória deve ser sempre um louvor ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. É errado cantar nessa hora o hino «Glória, glória, aleluia»!
= o Credo deve ter sempre uma clara confissão de fé na Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo e, ao menos, uma alusão a Igreja. O ideal é não mudar a letra do Credo!!!
= o Santo deve ter ao menos a afirmação da santidade de Deus Pai e a proclamação de que Jesus, que vem em seu nome, é bendito.
- Sempre que se canta o canto da paz, deve-se cantar também o Cordeiro.

Como organizar a procissão das ofertas

- Rigorosamente, não se devem oferecer coisas que depois serão retomadas! Isso seria um teatrinho! O que é oferecido deveria ser coisas para a celebração, para a manutenção da Igreja e para ajudar aos necessitados.
A ordem da procissão é a seguinte: primeiro as ofertas que se queiram trazer. Por último o vinho, a água e o pão. Não se traz o cálice vazio, nem as velas, nem a cruz, nem o missal, e muito menos a bacia com o jarro d’água!
As ofertas são entregues ao Padre ou ao Diácono.

Como comungar

- Há somente dois modos de comungar:
* um mais antigo: na mão. O fiel estende as duas mãos, a direita sob a esquerda. O padre coloca o Corpo do Senhor, dizendo: «o Corpo de Cristo»; o fiel toma a hóstia, responde «amém» e comunga, observando se ficou algum fragmento na mão para limpá-lo.
* um modo mais recente: na boca. Após responder «amém», o fiel abre a boca e estira a língua um pouco.
- Quando a comunhão é sob as duas espécies é dada sempre na boca.
- É errado: * ir ao altar e pegar a hóstia. A comunhão deve ser sempre recebida: «Tomai!», disse Jesus!
* pegar a partícula das mãos do padre antes que ele a deposite na palma de nossa mão.

As cores litúrgicas

- De acordo com os tempos litúrgicos e com as festas celebradas, mudam-se as cores litúrgicas. São elas:
- Verde: usada no tempo comum, quando não há nenhuma comemoração especial. Significa a esperança cristã, fundamentada na Ressurreição do Senhor e na sua presença na Igreja: na aparente banalidade da vida, o cristão espera sempre, pois o seu Senhor está presente.
- Branco: usada no tempo do Natal e Pascal, nas festas de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos não mártires. Significa a pureza da vida cristã, a fé e a vida nova trazida por Cristo.
- Vermelho: usada na Sexta-feira Santa, na Solenidade de Pentecostes e nas festas dos Santos mártires. Significa o fogo do amor divino doado pelo Espírito que faz, inclusive, derramar o sangue no testemunho de Cristo.
- Roxo: usada nos tempos de penitência: Advento e Quaresma, bem como nas missas exequiais (pelos mortos) e celebrações penitenciais. Significa a sobriedade e o luto de um coração contrito e humilhado.
- Rosa: é facultativa. Trata-se de um roxo mitigado e pode ser usada no Terceiro Domingo do Advento e no Quarto da Quaresma.

Ritos e gestos da celebração

- Eis alguns dos gestos mais significativos:
* abrir os braços: era o modo de rezar dos judeus e dos antigos cristãos
recorda também os braços abertos do Crucificado.
* estar em pé: atitude de atenção, de disponibilidade, de respeito.
* ajoelhar-se: atitude de adoração, de dependência
é a atitude básica do cristão diante do Senhor ressuscitado: diante dele se dobre todo joelho, no céu e na terra (cf. Fl 2,10).
o mesmo sentido tem a genuflexão diante do Santíssimo.
* inclinar-se: sinal de respeito, humildade, dependência, súplica.
- Eis alguns ritos:
* abraço da paz: é o modo tipicamente cristão de saudar-se em Cristo.
na Igreja antiga os cristãos trocavam entre si o ósculo (beijo na face) em sinal da fraternidade em Cristo.
saudar-se em Cristo é desejar ao outro a paz que Cristo nos deu; é também reconhecer que o outro está comigo na mesma Paz, ou seja, na mesma e única Igreja de Cristo.
* a fração do Pão: é um gesto que recorda o próprio nome da Missa.
foi o gesto de Jesus.
Em Roma, o rito chamado “fermentum” adquiriu um significado belíssimo: após partir o Pão consagrado, o Bispo enviava uma partícula para seus presbíteros, que celebravam nas várias paróquias. Esses padres, misturavam esse pedaço com o vinho da missa que eles celebravam, indicando, assim, que a missa celebrada por eles era a mesma do Bispo. Assim, esse gesto significa que a Eucaristia é uma só, é sacramento de unidade!
Atualmente, o rito recorda que ambas as espécies pertencem à única pessoa do Cristo glorioso em sua totalidade: Cristo todo no pão e todo no vinho, vivo, ressuscitado.
 
+Dom Henrique Soares da Costa