terça-feira, 25 de março de 2014

Liturgia Sacramental

Catequistas, aqui vai uma otima formação sobre os Sacramentos da Igreja, vele a pena da uma lida e absorver o maximo desta catequese feita por Dom Henrique Soares da Costa.

Um forte abraço,

Matheus Pinto.

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O Batismo

- Pelo Batismo somos regenerados pelo Espírito do Cristo para uma vida nova, recebemos o perdão dos pecados, no Filho Jesus somos feitos filhos de Deus Pai e participantes da natureza divina. Participando da morte e ressurreição do Senhor Jesus, somos incorporados a ele, tornando-nos membros do seu Corpo, que é a Igreja. No Batismo o Espírito do Ressuscitado vem habitar em nós (e com ele, o Pai e o Filho): tornamo-nos templo da Trindade.
Tornamo-nos também membros do povo sacerdotal, participando do único sacerdócio de Cristo.
-Características:
* ministro: ordinariamente um ministro ordenado; extraordinariamente, qualquer pessoa, batizada ou não, desde que deseje fazer o que a Igreja faz.
* elementos essenciais: a água e a fórmula «Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».
* outros elementos: o óleo dos catecúmenos (significa a graça de Cristo que penetrará na vida do novo cristão), o óleo do Crisma (significa participação do batizado na unção messiânica de Cristo, ungido com o Espírito Santo), a vela (significa a luz de Cristo, que nos ilumina pela fé), a veste branca (significa a pureza concedida pelo perdão de todos os pecados graças à Páscoa de Cristo).

A Confirmação

- Também chamado «crisma» porque é conferido pela unção com o Santo Crisma. Confere o Espírito Santo como força de Deus para o testemunho do Evangelho, vinculando-nos mais perfeitamente à Cristo e à sua Igreja. Obriga-nos ao testemunho e à difusão da fé, tornando-nos enviados pelo Senhor a anunciar o Evangelho.
-Características:
* ministro: ordinariamente, o Bispo; extraordinariamente, um sacerdote indicado pelo Bispo.
* elementos essenciais: a imposição das mãos e a unção com o óleo do Crisma, acompanhada das palavras: «Recebe por este sinal o Espírito Santo, Dom de Deus».

A Penitência

- Na Igreja Antiga a Penitência era chamada «segundo batismo». Até o século VI era concedida uma só vez na vida e de modo público, numa celebração presidida pelo Bispo, como renovação da graça batismal. Posteriormente, a Igreja permitiu o costume introduzido pelos monges irlandeses da confissão repetida e auricular.
- O Sacramento da Penitência é a atuação da força redentora da Páscoa do Senhor. Por ele, que infunde continuamente o seu Espírito Santo sobre a Igreja, o Pai nos reconcilia consigo, perdoando-nos os pecados.
Isto aparece claramente na fórmula de absolvição: «Deus Pai de misericórdia, que pela morte e ressurreição do seu Filho reconciliou o mundo consigo, e infundiu o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».
- Características:
* ministro: o Bispo ou o sacerdote.
* elementos essenciais: o reconhecimento dos pecados, o arrependimento sincero, o desejo de não mais cometê-los, a confissão clara e total dos mesmos, a satisfação (a penitência dada), a absolvição do sacerdote em nome de Deus e da Igreja.

O Matrimônio

- O Matrimônio é um contrato tão antigo quanto a humanidade. Faz parte do plano de Deus, como expressão do amor entre um homem e uma mulher, sinal do próprio amor de Deus.
Entre batizados, Cristo Senhor quis elevar esse contrato à dignidade de sacramento, de sinal eficaz do seu amor: Cristo é o Esposo da Igreja, que é sua Esposa:
* «Quem tem o esposo é a esposa; mas o amigo do esposo, que está presente e o ouve, é tomado de alegria à voz do esposo. Essa é a minha alegria e ela é completa» (Jo 3,29).
* «Por acaso podem os amigos do noivo estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado...» (Mt 9,15).
* «Vós, maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela Palavra... Assim também os maridos devem amar as próprias mulheres, com o seus próprios corpos. Quem ama sua mulher ama-se a si mesmo, pois ninguém jamais quis mal à sua própria carne, antes alimenta-a e dela cuida , como também faz Cristo com a Igreja, porque somos membros do seu Corpo. Por isso deixará o homem o seu pai e a sua mãe e se ligará à sua mulher, e serão ambos uma só carne. É grande este mistério (sacramentum): refiro-me à relação entre Cristo e a sua Igreja» (Ef 5,21-33).
- Assim, pelo sacramento do Matrimônio, Cristo Senhor, infunde o seu Espírito de amor sobre o amor humano, de modo que este passe a significar o amor esponsal entre Cristo e sua Igreja.
- Características:
* ministro: os cônjuges, que administram um ao outro o sacramento.
* elementos essenciais: a firme convicção de indissolubilidade, monogaminidade e fecundidade da relação matrimonial.
* importante para a validade: a Bênção e testemunho de um ministro autorizado pela Igreja: Bispo, sacerdote, diácono ou, extraordinariamente, um leigo.
* o matrimônio é realizado através do consentimento de ambos: «Eu te recebo... e te prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te... todos os dias da nossa vida».
* a aliança recorda o amor de aliança entre Deus e seu povo, entre Cristo e sua Igreja, entre marido e mulher.

A Ordem

- É o Sacramento pelo qual um batizado, membro do Povo sacerdotal, recebe do Espírito do Senhor ressuscitado que o configura a Cristo Cabeça e Esposo da Igreja para a edificação do Corpo de Cristo e a glória de Deus Pai. Aquele que é ordenado é configurado a Cristo Mestre, Sacerdote e Pastor da sua Igreja, tendo o múnus de ensinar, santificar e governar o Povo de Deus.
Este sacramento, sendo um só, é participado de três modos diversos, conforme o grau:
- primeiro grau é o Episcopado: recebendo o sacramento, o ordenado entra no Colégio Episcopal que sucede ao Colégio Apostólico. O Bispo é sucessor dos Apóstolos. Torna-se, na sua Igreja particular, vigário de Cristo Pastor, Mestre e Santificador. Ele deve amar a Igreja como Cristo a ama: como sua Esposa. O anel episcopal recorda precisamente isto.
- segundo grau é o Presbiterato: o que recebe este grau do Sacramento da Ordem é configurado a Cristo Mestre, Santificador e Pastor do seu Povo como cooperador da Ordem episcopal. O Presbítero é subordinado ao Bispo e, pelo Sacramento, faz parte do Presbitério da Igreja local.
- terceiro grau é o Diaconato. Quem recebe este grau não é sacerdote. É ordenado para o serviço do Altar e da caridade. Os diáconos são cooperadores do Bispo e, por determinação sua, dos presbíteros.
- Características:
* ministro: o Bispo. Para a ordenação episcopal, ao menos três bispos.
* quem pode ser ordenado: qualquer batizado do sexo masculino. É doutrina definitiva e vinculante da Igreja católica que o sacramento da Ordem, por vontade de Cristo e Tradição apostólica, não pode ser conferido às mulheres.
* elementos essenciais: a imposição das mãos e a oração consacratória.
* outros elementos: a unção com o óleo (nas mãos, para o padre; na cabeça, para o bispo), a entrega dos instrumentos (a Escritura Sagrada, para o diácono; o cálice com vinho e a patena com o pão, para o padre; o báculo, o anel e a mitra, para o bispo).

A Unção dos Enfermos

- Por este Sacramento o cristão que atravesse um momento de prova física, ou por doença, ou por idade avançada, recebe de Cristo a força do Espírito Santo para que possa viver seu momento de dor unido à Cruz do Senhor pelo bem do seu Corpo, que é a Igreja. O cristão faz, assim, da sua dor, um modo fecundíssimo de participar da Páscoa do Senhor Jesus.
- Características:
* ministro: o Bispo ou um sacerdote
* elementos essenciais: a unção com o óleo dos enfermos e a oração da Igreja
* outros elementos: é recomendável que quem recebe este Sacramento receba também o Sacramento da Penitência e a Comunhão eucarística - se o estado do enfermo for grave deverá recebê-lo em forma de viático (ou seja, a comunhão é levada em casa).

Conclusão

- Pelos sacramentos os cristãos participam sempre do mistério da morte e ressurreição de Cristo, da sua Páscoa... em cada sacramento sob um aspecto diferente:
- pelo Batismo é configurado à Cristo morto e ressuscitado, nascendo para uma vida nova pela potência do Espírito;
- pela Confirmação recebe a força Espírito do Ressuscitado para testemunhá-lo no seu mistério pascal;
- pela Penitência morre para o pecado e renasce para a vida da graça, experimentando os efeitos redentores da Páscoa do Senhor;
- pelo Matrimônio testemunha o amor pascal que Cristo, na morte e ressurreição, manifestou à sua Igreja;
- pela Ordem é configurado a Cristo Esposo e Cabeça da Igreja, que a ela se entregou na Cruz e a vivifica pela sua ressurreição;
- pelo Unção dos Enfermos recebe a graça de participar do sofrimento pascal do Senhor.
- Assim, o cristão participa da oferta pascal que Cristo apresentou ao Pai como sacerdote na Nova Aliança. Em outras palavras: cada vez que o cristão recebe um sacramento participa do exercício do sacerdócio de Cristo Jesus, no Espírito Santo, para a glória do Pai.
- OBS.: Para uma catequese completa sobre os Sacramentos é indispensável ler o Catecismo da Igreja Católica nn. 1210-1690.

3 - A Eucaristia

Visão geral

- O Sacramento da Eucaristia é o sacramento por excelência. A palavra eucaristia significa «ação de graças». Na celebração eucarística os cristãos fazem memorial da Páscoa de Cristo Jesus, tornando presente o mistério da entrega que Cristo fez de si ao Pai para a salvação do mundo inteiro através da sua paixão, morte, ressurreição, ascensão ao céu e do dom do Espírito Santo.
Assim, cada vez que se celebra a Eucaristia torna-se presente a nossa salvação. Nesta santa celebração a Igreja apresenta ao Pai a Páscoa do Filho, tornada presente pela força do Espírito Santo. Ponto alto da celebração são o momento da epíclese (invocação do Espírito para transformar as espécies no corpo e sangue de Cristo) e da anámnese (recordação da entrega que Cristo fez na Última Ceia, transformando o pão no seu Corpo e o vinho com água no seu Sangue).
- Recebendo o Corpo do Cristo ressuscitado, pleno do Espírito Santo, nós somos divinizados, santificados, tornamo-nos, no Espírito Santo, uma só coisa com o Senhor Jesus e, nele, uma só coisa uns com os outros. É por isso que pode-se dizer que a Eucaristia faz a Igreja.
- Na Eucaristia o Senhor está presente na sua Palavra, no Celebrante, na Assembléia, mas, sobretudo nas espécies do pão e do vinho.
- A Eucaristia é a mais intensa ação de Cristo que, por nós e conosco agradece, louva, suplica, pede perdão ao Pai na potência do Espírito Santo.
- A Eucaristia é também fonte da atividade missionária da Igreja, pois celebrando a Páscoa do Senhor, escutando a sua Palavra e alimentados com o Pão eucarístico, somos impelidos a anunciá-lo até que ele venha.

História e estrutura da Eucaristia

- No início a Eucaristia era celebrada pelas casas e chamava-se «fração do pão». Primeiro fazia-se uma refeição em comum chamada «ágape». Rezava-se e lia-se um texto do AT; o presidente fazia uma homilia. No final, o presidente da celebração pronunciava a bênção de ação de graças (eucaristia) sobre o pão e o vinho em memorial do que o Senhor fez. Tal modo de celebrar desapareceu cedo devido aos abusos: uns iam só para comer, enquanto outros passavam fome (cf. 1Cor 11,17-34).
- Ainda no final da época apostólica já aparecia claramente na celebração eucarística as duas parte essenciais: a Liturgia da Palavra, na qual se recordava as maravilhas de Deus, cumpridas na missão e na Páscoa de Cristo e a Liturgia Eucarística, na qual tudo quanto foi anunciado tornava-se presente ao tornar-se presente a Páscoa do Senhor no pão e no vinho. Lc 24,13-35 é um exemplo disso: esta passagem é uma catequese sobre a Eucaristia: os discípulos tristes no caminho escutam a Palavra do Senhor que lhes explica as Escrituras a seu respeito; depois partem o pão. E na Palavra e no Pão partido reconhecem o Senhor!
- Devido a esse gesto de «dar graças» a celebração vai cada vez mais sendo chamada Eucaristia. No fim da era apostólica, com o início das perseguições e o aumento do número de cristãos, celebrava-se a Eucaristia na madrugada do Domingo (dies Domini = dia do Senhor). Na noite do sábado para o domingo os cristãos se reuniam. Cantava-se, liam-se textos da Escritura (AT) e as memórias dos Apóstolos (NT). Entre uma leitura e outra, aquele que presidia explicava os textos sagrados, relacionando tudo com Cristo. Quando o sol começava a despontar, aquele que presidia pronunciava a eucaristia (=a ação de graças) sobre o pão e o vinho. Depois todos comungavam e os diáconos levavam as espécies consagradas aos que não puderam participar. As pessoas traziam também donativos para os pobres; estes donativos eram recebidos pelo que presidia e entregue aos diáconos, que os distribuíam.
Em Roma, a Eucaristia era celebrada nas catacumbas, pois os pagãos tinham medo de entrar aí pela noite. Em geral celebrava-se sobre o túmulo de um mártir, pois este, derramando seu sangue, uniu-se ao sacrifício de Cristo, tornando-se uma eucaristia viva. Daí vem o costume de colocar sempre dentro do altar relíquias de mártires ou de outros santos.
- Com a liberdade da Igreja, a Eucaristia começou a ser celebrada nos templos e passou a ter uma maior solenidade: o presidente agora usava paramentos e as palavras a serem pronunciadas passaram a ser fixadas no missal. Na Idade Média começou-se a chamar a Eucaristia de Missa. Esta palavra vem do latim missio, que significa missão; ou seja, celebrar a Eucaristia é cumprir a missão que o Senhor nos confiou até que ele volte e, ao mesmo tempo, anunciá-lo ao mundo.

Características

- Ministro: o Bispo e os presbíteros. Não existe ministro extraordinário da Eucaristia! Existem, sim, ministros extraordinários da comunhão eucarística! Estes podem exercer seu ministério somente na sua Paróquia quando convidado pelo padre.
- Elementos essenciais: o pão sem fermento, o vinho e a água.
- Sendo de origem apostólica, a estrutura da Eucaristia não pode ser mudada nem mesmo pela Igreja: tem de ter a liturgia da Palavra e a liturgia eucarística.
- Também tem de haver a comunhão, ao menos do presidente. Participar da Eucaristia sem comungar é algo extremamente aberrante... mais que ir a um banquete e não participar da refeição!

Características atuais da Celebração eucarística

- ESTRUTURA
I - LITURGIA DA PALAVRA » acolhida» ato penitencial
» glória
» coleta
» I leitura
» salmo
» II leitura
» aleluia
» evangelho
» homilia
» credo
» oração dos fiéis
II - LITURGIA EUCARÍSTICA » apresentação das ofertas» oração
ORAÇÃO EUCARÍSTICA: » prefácio
» epiclese
» anámnese (memorial, consagração)
» intercessões
» doxologia
RITO DA COMUNHÃO: » Pai-nosso
» rito da paz
» fração do Pão
» comunhão da assembléia
» silêncio sagrado
» oração após a comunhão
RITOS FINAIS: » eventuais avisos
» bênção
» despedida

4 - Como preparar a celebração eucarística

O local da celebração

- Sendo a Eucaristia ação sagrada por excelência, não deve ser celebrada em qualquer local. O ambiente normal da celebração é o templo. Somente extraordinariamente pode ser celebrada fora da igreja e, nas residências, somente com licença expressa do Bispo.
- O ambiente da Eucaristia deve:
* ser digno: limpo, bem conservado, iluminado, ornamentado com bom gosto e simplicidade;
* ter um altar coberto com uma toalha sempre de cor branca. Não se deve usar uma mesa qualquer para a Eucaristia! A toalha deve ser, sempre que possível, de linho e de forma retangular. No altar devem-se colocar sempre duas velas e, nele ou a seu lado esquerdo, um crucifixo. Caso se coloquem flores, devem ser poucas e discretas, de modo a não tomarem a frente das oferendas. No altar deve também estar o missal, aí colocado depois que o padre o tiver marcado na sacristia.
* ter sempre uma estante (ambão) para a leitura da Palavra de Deus no lado direito do altar. Assim como é indispensável a mesa do Pão eucarístico, é também indispensável a mesa do Pão da Palavra! Do ambão são feitas as leituras e o salmo (que faz parte da liturgia Palavra e não pode ser modificado ou substituído por um canto de meditação), a proclamação do Evangelho e a oração dos fiéis. Na estante deve estar o lecionário (livro de leituras). Nunca se deve fazer as leituras da missa pelo jornalzinho. Também não é correto fazê-la na Bíblia. O comentarista não deve fazer os comentários no ambão...
* ser preparada do lado direito uma mesinha (credência) coberta de branco. Na credência devem estar:
= o cálice com o sanguinho (o pano que serve de guardanapo),
= a patena (de preferência funda) com a hóstia grande e uma porção de partículas,
= o corporal (pano grande e quadrado, dobrado, que é forrado sobre o altar),
= a pala (pequeno quadrado forrado de branco para cobrir c cálice),
= se necessário, uma âmbula (cálice tampado com as demais partículas que serão consagradas. Também é chamada de cibório),
= as galhetas com vinho e água,
= uma pequena bacia com um jarro com água para o padre lavar as mãos,
= o manustégio (uma toalha para enxugá-las).
* ser preparada uma cadeira digna para o Presidente da celebração. Essa cadeira nunca deve ficar na frente do altar, mas atrás ou a seu lado. A cadeira não deve ter forma de poltrona ou de torno. Os banquinhos para os acólitos não deveriam estar ao lado da cadeira do presidente, mas no canto, para não dar a impressão que estes estão concelebrando canto.
* ser reservado um local para os cantores.

Os participantes da celebração

- Participa da Eucaristia todo fiel batizado. Um não batizado pode assistir, jamais participar, pois não faz parte do Corpo sacerdotal de Cristo.
O sacerdote torna presente Cristo Cabeça; os fiéis são o Corpo sacerdotal do Senhor. Padre e fiéis tornam presentes sacramentalmente o Cristo Total no seu ofício sacerdotal.
- Na celebração cada um tem seu ofício. A regra mestra para participar é esta: cada um faça tudo e somente e que lhe compete. Por exemplo: é errado o padre fazer as leituras ou cantar o salmo: isto compete aos leigos; como é completamente errado um leigo fazer a homilia! Um erro muito comum é os leigos dizerem a oração da paz e a doxologia «por Cristo, com Cristo, em Cristo» - isto compete somente ao padre. O missal explica tudo e, por ser celebração de toda a Igreja, ninguém nem grupo particular nenhum, pode modificar o que é determinado pelo missal! Um padre que quisesse celebrar do seu jeito estaria deixando se ser ministro (servo) da Igreja para ser usurpador, fazendo da Santa Missa a sua «missinha» particular. Os fiéis devem rejeitar um tal comportamento!
- O comentarista não deve fazer também a leitura ou salmo.
- Os acólitos que servem na celebração devem estar digna e modestamente vestidos. O correto é estarem sempre de túnica.

O que se canta, o que se comenta

- Os comentários devem ser breves e claros. Podem-se fazê-los: na introdução, antes de cada leitura, antes da apresentação das ofertas, após a oração pós-comunhão. O comentarista nunca deve anunciar o livro a ser lido (é o leitor quem o fará). Nunca se deve dizer capítulo e versículo da leitura a ser feita ou do salmo a ser cantado. Também nunca se diz “palavras do Senhor”, mas “Palavra do Senhor”.
- Quanto aos cânticos: devem ser sempre litúrgicos. É proibido cantar nas celebrações litúrgicas cânticos profanos! Só se canta um cântico composto especificamente para a liturgia!
No Glória, Credo e Santo deve-se prestar atenção para não se colocar letras que alterem o sentido da oração original; Em outras palavras:
= o Glória deve ser sempre um louvor ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. É errado cantar nessa hora o hino «Glória, glória, aleluia»!
= o Credo deve ter sempre uma clara confissão de fé na Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo e, ao menos, uma alusão a Igreja. O ideal é não mudar a letra do Credo!!!
= o Santo deve ter ao menos a afirmação da santidade de Deus Pai e a proclamação de que Jesus, que vem em seu nome, é bendito.
- Sempre que se canta o canto da paz, deve-se cantar também o Cordeiro.

Como organizar a procissão das ofertas

- Rigorosamente, não se devem oferecer coisas que depois serão retomadas! Isso seria um teatrinho! O que é oferecido deveria ser coisas para a celebração, para a manutenção da Igreja e para ajudar aos necessitados.
A ordem da procissão é a seguinte: primeiro as ofertas que se queiram trazer. Por último o vinho, a água e o pão. Não se traz o cálice vazio, nem as velas, nem a cruz, nem o missal, e muito menos a bacia com o jarro d’água!
As ofertas são entregues ao Padre ou ao Diácono.

Como comungar

- Há somente dois modos de comungar:
* um mais antigo: na mão. O fiel estende as duas mãos, a direita sob a esquerda. O padre coloca o Corpo do Senhor, dizendo: «o Corpo de Cristo»; o fiel toma a hóstia, responde «amém» e comunga, observando se ficou algum fragmento na mão para limpá-lo.
* um modo mais recente: na boca. Após responder «amém», o fiel abre a boca e estira a língua um pouco.
- Quando a comunhão é sob as duas espécies é dada sempre na boca.
- É errado: * ir ao altar e pegar a hóstia. A comunhão deve ser sempre recebida: «Tomai!», disse Jesus!
* pegar a partícula das mãos do padre antes que ele a deposite na palma de nossa mão.

As cores litúrgicas

- De acordo com os tempos litúrgicos e com as festas celebradas, mudam-se as cores litúrgicas. São elas:
- Verde: usada no tempo comum, quando não há nenhuma comemoração especial. Significa a esperança cristã, fundamentada na Ressurreição do Senhor e na sua presença na Igreja: na aparente banalidade da vida, o cristão espera sempre, pois o seu Senhor está presente.
- Branco: usada no tempo do Natal e Pascal, nas festas de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos não mártires. Significa a pureza da vida cristã, a fé e a vida nova trazida por Cristo.
- Vermelho: usada na Sexta-feira Santa, na Solenidade de Pentecostes e nas festas dos Santos mártires. Significa o fogo do amor divino doado pelo Espírito que faz, inclusive, derramar o sangue no testemunho de Cristo.
- Roxo: usada nos tempos de penitência: Advento e Quaresma, bem como nas missas exequiais (pelos mortos) e celebrações penitenciais. Significa a sobriedade e o luto de um coração contrito e humilhado.
- Rosa: é facultativa. Trata-se de um roxo mitigado e pode ser usada no Terceiro Domingo do Advento e no Quarto da Quaresma.

Ritos e gestos da celebração

- Eis alguns dos gestos mais significativos:
* abrir os braços: era o modo de rezar dos judeus e dos antigos cristãos
recorda também os braços abertos do Crucificado.
* estar em pé: atitude de atenção, de disponibilidade, de respeito.
* ajoelhar-se: atitude de adoração, de dependência
é a atitude básica do cristão diante do Senhor ressuscitado: diante dele se dobre todo joelho, no céu e na terra (cf. Fl 2,10).
o mesmo sentido tem a genuflexão diante do Santíssimo.
* inclinar-se: sinal de respeito, humildade, dependência, súplica.
- Eis alguns ritos:
* abraço da paz: é o modo tipicamente cristão de saudar-se em Cristo.
na Igreja antiga os cristãos trocavam entre si o ósculo (beijo na face) em sinal da fraternidade em Cristo.
saudar-se em Cristo é desejar ao outro a paz que Cristo nos deu; é também reconhecer que o outro está comigo na mesma Paz, ou seja, na mesma e única Igreja de Cristo.
* a fração do Pão: é um gesto que recorda o próprio nome da Missa.
foi o gesto de Jesus.
Em Roma, o rito chamado “fermentum” adquiriu um significado belíssimo: após partir o Pão consagrado, o Bispo enviava uma partícula para seus presbíteros, que celebravam nas várias paróquias. Esses padres, misturavam esse pedaço com o vinho da missa que eles celebravam, indicando, assim, que a missa celebrada por eles era a mesma do Bispo. Assim, esse gesto significa que a Eucaristia é uma só, é sacramento de unidade!
Atualmente, o rito recorda que ambas as espécies pertencem à única pessoa do Cristo glorioso em sua totalidade: Cristo todo no pão e todo no vinho, vivo, ressuscitado.
 
+Dom Henrique Soares da Costa

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A Criação do mundo- 2° etapa.



Preparando o ambiente:

Este encontro, se possível, deve ser realizado em contato direto com a natureza, com um passeio em que o material didático do catequizando é dispensável neste dia.
Caso não seja possível realizar o passeio com eles e o encontro aconteça na sala de catequese, improvise algumas coisas que representem a natureza ( terra, água, flores, frutas, paisagens...) e, assim, poderá realizar o encontro de uma maneira descontraída, de modo que eles valorizem o dom da vida e a existência de todas as coisas que Deus criou.

Sugestão para o passeio: levar apenas alimentos naturais ( ex.: frutas, pão, suco...) aproveitando para incentivá-los a se alimentarem, o mínimo possível, com produtos artificiais, os quais contêm química, podendo ser prejudiciais à saúde.

Obs.: os alimentos devem ser partilhados após a conclusão do agir transformador. As brincadeiras ficarão para o final do encontro.

Motivação:

Pedir para que olhem ao redor para observar, por alguns minutos, a beleza da natureza!
Obs.: caso o encontro seja realizado em sala,poderá convidá-los a fechar os olhos e se lembrar, por alguns minutos, da beleza da natureza. Depois, poderão expressar seu amor e gratidão a Deus com algum canto de louvor.

Colocação do Tema:

Leitura bíblica: Gn 1-2,3

Sugestão: ilustrar em papel - cartão, cartolina ou outro similar, imagens da natureza representando cada dia da criação do mundo, e à medida em que a Palavra estiver sendo proclamada, dois catequizandos poderão ir desenrolando e deixando aparecer as imagens.

Atividades: Sugiro os seguintes links com atividades:

http://catequesebugio.blogspot.com.br/acriação.
http://vocacaocatequista.blogspot.com.br/2010/08/criacao-do-mundo.html

Agir transformador:

Ler para os catequizandos, o seguinte texto:

" Um homem sussurrou: Deus fale comigo. E um rouxinol começou a cantar. Mas o homem não ouviu. Então, o homem repetiu: Deus fale comigo! E um trovão ecoou nos céus. Mas o homem foi incapaz de ouvir. O homem olhou em volta e disse: Deus, deixe-me vê-lo. E um estrela brilhou no céu. Mas o homem não a notou. O homem começou a gritar: Deus, mostre-me um milagre. E uma criança nasceu. Mas o homem não sentiu o pulsar da vida. Então o homem começou a chorar e a se desesperar: Deus, toque-me e deixe-me sentir que você está comigo... E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro. O homem espantou a borboleta com a mãe e, desiludido, continuou o seu caminho triste. Sozinho e com medo. Até quando teremos que sofrer para compreendermos que Deus estpa sempre aonde está a vida? Até quando manteremos nossos olhos e nossos corações fechados para o milagre da vida que se apresenta diante de nós em todos os momentos?"

Dar alguns minutos para que comentem sobre o que ouviram.

Sugestão de perguntas para partilha:

- De todas as coisas que Deus criou, qual você mais admira?
- O que você deve fazer quando vê as coisas lindas que Deus criou?
- O que você vê neste lugar que lhe fazer lembrar-se de Deus?
- Quais os dons (qualidades) que você recebeu de Deus?
- De que maneira você colabora com a criação de Deus?
- Como é para você o rosto de Deus?
- O que a natureza transmite para você?
- O que você vê de mais bonito neste lugar?



Oração Final: Orações espontaneas



Fonte: Livro Iniciação na Fé - Eucaristia 2ª Etapa (Catequista). Pe. Paulo Haenraets. Editora Vozes.

Sugestão de atividades






A Criação do mundo ilustrada.

E no 7° dia Ele descansou!

Fonte: Imagens extraídas da Bíblia para Principiantes - CPAD Júnior

Dinâmicas para os primeiros encontros de Catequese

 

Olá Pessoal!

     Já está na hora de recomeçarmos a nossa caminhada catequética. Quando pensamos no primeiro dia de encontro com os nossos catequizandos, a nossa cabeça enche de dúvidas: o que fazer? Como recepcioná-los? Como ou quantos serão? Como quebrar o gelo do primeiro dia?
     Alguns catequizandos já se conhecem da escola, da rua ou dos outros anos de caminhada na catequese. Porém, alguns chegam e se sentem totalmente perdidos... É nessa hora que o Catequista assume um papel fundamental, que é o de facilitador e aproximador em um encontro de catequese.
     Para ajudá-los neste momento, fiz uma seleção de dinâmicas que podem ser utilizadas nos primeiros encontros de catequese:

 
Dinâmica de apresentação
Objetivo: conhecimentos mútuos, memorização dos nomes e integração grupal.
Desenvolvimento:
Cada um dirá o próprio nome acrescentando um adjetivo que tenha a mesma inicial do seu nome. Roberto Risonho.
O seguinte repete o nome do companheiro com o adjetivo e o seu apresenta acrescentando um adjetivo para o seu nome e assim sucessivamente.
Exemplos: Roberto Risonho, Nair Neutra, Luzia Linda, Inácio Inofensivo.
Palavra de Deus: Ap. 2,17 Sl 139
O Helicóptero
Objetivo: apresentação e entrosamento.
Desenvolvimento: (duração 40 minutos).
Faz-se um círculo com os participantes da reunião.
O coordenador convida a todos a fazerem um passeio de barco a remo. Inicia-se o passeio. Todos devem fazer gestos com os braços, como se estivessem remando.O coordenador anuncia a chegada à ilha. Todos podem passear por ela, à vontade (todos passeiam pela sala e cumprimentam o companheiro).
O coordenador anuncia a todos que houve um maremoto e a ilha vai se inundada. Por isso, virá um helicóptero para resgatar o grupo. Porém ele não comporta todos de uma vez. O grupo deverá organizar rapidamente seguindo as orientações.
a) O helicóptero chegou. Ele levará cinco pessoas.
b) O helicóptero voltou. Desta vez levará quatro pessoas, e estas devem ser estranhas umas das outras.
c) Nosso helicóptero deu pane no motor. Veio desta vez um menor. Só levará tr6es pessoas e devem ser de comunidades diferentes. Quem não seguir orientação poderá ser jogado no mar.
d) O helicóptero esta aí novamente. Vai levar quatro pessoas, devido o perigo de afogamento. Mas continua a exigência o grupo deve ser formado por pessoas que ainda não se conhecem.
e) O helicóptero não pode voltar mais. Acabou o combustível. Temos que sair de barco. Há uma exigência fundamental: levar uma pessoa desconhecida com quem não se conversou ainda.
f) Anuncia que todos foram salvos.

NOTA: Dá-se o tempo necessário para os grupos discutirem as questões. Elas podem ser como sugeridos abaixo ou pode-se elaborar outras de acordo com a realidade do grupo.
Sugestões para as questões  ;

a) Grupo de cinco pessoas: seu nome. Nome do grupo e o significado do mesmo. Nome da comunidade ou atua, mora. Qual o eu ideal?
b) Grupo de quatro pessoas: seu nome. O que faz na comunidade? Estuda? O que? Onde? O que espera do curso e o que gostaria que fosse tratado?
c) Grupo de três pessoas: Como se sente aqui? Porque veio? O que é pastoral para você? E movimento? Como esta organizada a pastoral na sua paróquia?
d) Grupo de quatro pessoas: O que é céu? O que achou desta dinâmica de conhecimento e entrosamento? Porque?
e) Grupo de três pessoas: Agora converse com alguém que você não conhece e com quem não tenha
conversado ainda.
Palavra de Deus: Jo 13, 34-35 Sl 133
Apresentação
Tamanho do grupo: 20 a 30 pessoas.
Tempo: 45 minutos.
Descrição: O coordenador explica que a dinâmica é feita para o conhecimento de quem é quem no grupo, e se pretende fazer apresentação a dois, para isso se formam pares desconhecidos que durante uns minutos esses pares se entrevistem, após a entrevista feita pelos pares volta ao grupo, e nisso cada pessoal fará apresentação da pessoa que foi entrevistada, não podendo fazer a sua própria apresentação. Quem estiver sendo apresentado vai verificar se as informações a seu respeito estão corretas conforme foi passada na entrevista. Termina com uma reflexão sobre a validade da dinâmica.

Cumprimento criativo
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 25 minutos.
Matéria: Musica animada.
Descrição: O apresentador explica ao grupo que quando a música tocar todos deverão movimentar-se pela sala de acordo com o ritmo da mesma. A cada pausa musical. Congelar o movimento prestando atenção a solicitação que será feita pelo apresentador. Quando a Musica recomeçar atender a solicitação feita. O apresentador pedirá formas variadas de cumprimento corporal a cada parada musical.

Exemplo:

-Com a palmas das mãos;
-Com os cotovelos;
-Com os pés;

Após vários tipos de cumprimento, ao perceber que se estabelece no grupo um clima alegre e descontraído, o apresentador diminui a música pausadamente, pedindo a cada pessoa que procure um lugar na sala para estar de pé, olhos fechados, esperando que a respiração volte ao normal. Abrir os olhos, olhar os companheiros, formar um circulo, sentar.

Comentar o exercício:
-O que foi mais difícil executar? Porque?
-O que mais gostou?
-O que pode observar?

Jogo comunitário
Material: uma flor.
Desenvolvimento: os participantes sentam-se em círculo e o animador tem uma flor na mão. Diz para a pessoa que está à sua esquerda: senhor... (diz o nome da pessoa), receba esta flor que o senhor...(diz o nome da pessoa da direita) lhe enviou... E entrega a flor. A pessoa seguinte deve fazer a mesma coisa. Quem trocar ou esquecer algum nome passará a ser chamado pelo nome de um bicho. Por exemplo, gato. Quando tiverem que se referir a ele, os seus vizinhos, em vez de dizerem seu nome, devem chamá-lo pelo nome do bicho. O animador deve ficar atento e não deixar os participantes entediados. Quanto mais rápido se faz à entrega da flor, mais engraçado fica o jogo.

Apoio
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 10 minutos.
Descrição: O coordenador deve pedir a todos os participantes que se apóiem em um pé só, onde deveram dar um pulo para frente sem colocar o outro pé no chão, um pulo para a direita outro para esquerda dar uma rodadinha, uma abaixada e etc.
Mensagem: Não podemos viver com o nosso individualismo porque podemos cair e não ter força para levantar. Porque ficarmos sozinhos e temos um ombro amigo do nosso lado?

Números
Objetivos: Conhecimentos Pessoais.
Material: Cartões com números diferentes.
Desenvolvimento: Cada participante recebe um número que não deve ser mostrado para ninguém. Dada a ordem, cada um vai procurar o número igual e não acha. Comentam-se as conclusões tiradas (Somos únicos e irrepetíveis perante ao outro).
Palavra de Deus: Lc 15.3-7 Sl 8.
Karaokê
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 25 minutos.
Objetivo: Aprender o nome de todos.
Material: Nenhum.
Descrição: o coordenador deve pedir para os participantes um circulo e logo depôs deve mostra para todos que eles devem cantar e dançar do mesmo modo que o cantor principal.
O coordenador deve dar inicio parra incentivar e quebrar a timidez. O coordenador deve cantar assim: "O meu nome é Exemplo: Jesus", e todos devem cantar e dançar assim: "O nome de dele é Exemplo: Jesus".
Todos devem cantar e dançar em ritmo diferente dos que já cantaram e dançaram.
Exemplos: forró, romântica, sertaneja, axé, opera, rock, pagode etc.
Nome perdido
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 25 minutos.
Material: Um crachá para cada pessoa do grupo e um saco ou caixa de papelão para colocar todos os crachás.
Descrição: O coordenador devera recolher todos os crachás colocar no saco ou na caixa; misturar bem todos estes crachás, depõe dê um crachá para cada pessoa. Esta deverá encontrar o verdadeiro dono do crachá, em 1 minuto.
Ao final desse tempo, quem estiver ainda sem crachá ou com o crachá errado, azar! Porque terá que pagar uma prenda.

Riqueza dos nomes
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 30 minutos.
Material: Tiras de papel ou cartolina, pincel atômico ou caneta hidrográfica, cartaz para escrever as palavras montadas ou quadro-negro.
Descrição: Os participantes de um grupo novo são convidados pelo coordenador a andar pela sala se olhando, enquanto uma música toca.
Quando o som para, escolher um par e ficar ao lado dele (a). Cumprimentar-se de alguma forma, com algum gesto (aperto de mão, abraço, beijo no rosto e etc).
Colocar novamente os pares a andar pela sala (desta vez são os dois andando juntos). Assim que pára a música, devem se associar a outro par (fica o grupo com quatro pessoas).
Cada participante do grupo composto de quatro pessoas recebe uma cartolina e coloca nela seu nome (tira de papel também serve).
Após mostrar o nome para os outros três companheiros, os participantes deste pequeno grupo juntarão uma palavra com estas sílabas (servem apenas as letras).
Exemplo: Anderson + JÚlio + DAiane = Ajuda
Airton + RoMIlton + ZAira + SanDEr = Amizade
Colocar a palavra formada num quadro-negro ou cartolina e o grupo falará sobre ela e sua importância na
vida.
A teia da amizade
Participantes: 20 pessoas.
Tempo Estimado: 10 a 15 minutos.
Material: Um rolo (novelo) de fio ou lã.
Descrição: Dispor os participantes em círculo.
O coordenador toma nas mãos um novelo (rolo, bola)
de cordão ou lã. Em seguida prende a ponta do mesmo em um dos dedos de sua mão.
Pedir para as pessoas prestarem atenção na apresentação que ele fará de si mesmo. Assim, logo após se apresentar brevemente, dizendo que é, de onde vem, o que faz etc, joga o novelo para uma das pessoas à sua frente.
Está pessoa apanha o novelo e, após enrolar a linha em um dos dedos, irá repetir o que lembra sobre a pessoa que terminou de se apresentar e que lhe atirou o novelo. Após faze-lô, essa segunda pessoa irá se apresentar, dizendo quem é, de onde vem, o que faz etc...
Assim se dará sucessivamente, até que todos do grupo digam seus dados pessoais e se conheçam. Como cada um atirou o novelo adiante, no final haverá no interior do círculo uma verdadeira teia de fios que os une uns aos outros.
Pedir para as pessoas dizerem:
O que observaram;
O que sentem;
O que significa a teia;
O que aconteceria se um deles soltasse seu fio etc.
Mensagem: Todos somos importantes na imensa teia que é a vida; ninguém pode ocupar o seu lugar.
Técnica do abraço
Participantes: Indeterminado (todos os que estiverem participando)
Frase: "Quanta coisa cabe em um abraço."
Objetivos:
• criar uma certa intimidade e aproximação com os colegas;
• avaliar o sentimento de exclusão de quem está com o balão;
• sentir que precisa da colaboração do outro para não ser "atingido" pelo balão.

Observação: ABRAÇO (do dicionário): demonstração de carinho, de amizade, acolhimento, ligação, fusão, união. ABRAÇAR: apertar com os braços, entrelaçar-se, ligar-se, unindo-se. (Deixar claro a importância de um
abraço a quem precisa e entre o próprio grupo = UNIÃO).

OBS 2: levar bexigas e CD.
Descrição: Abraçar o colega encostando o peito e contando até três para trocar de "par".
Um participante fica de fora com um balão que deverá encostar no peito de alguém
"disponível" que assumirá o seu lugar ficando com o balão.
Para que não seja encostado o balão, o abraço deverá ser forte e bem próximo e a troca de pares deverá ser rápida.


Fonte: Apostila de Dinâmicas, volumes I e II. Site: www.catequisar.com.br.

 Um forte abraço,
Matheus Henrique

Dinâmica para o primeiro dia da catequese