quinta-feira, 27 de março de 2014

Dinâmica sobre o pecado.

Élcio, Anagleice e demais catequistas, otima dinâmica para vocês, ráoida e objetiva, matériais que vocês tem em casa. Vale a pena fazer!
Um forte abraço,
Matheus.

O pecado!

Objetivo: Reconhecer nossos erros e pedir perdão a Deus
Material:

- Um copo (representa o nosso coração);
- Pedras pequenas (representam nossos pecados);
- Água (representa o amor de Deus);
- Uma bacia;
- Uma pinça ou pegador de gelo.

Desenvolvimento:

Apresentar um copo cheio d´água dentro de uma bacia. Explicar que Deus nos criou no amor e para o amor.
Deus nos fez "cheios" de sua graça, do seu amor de sua bondade, porém quando nos afastamos do amor de Deus o pecado vai entrando em nosso coração (colocar algumas pedras no copo com água) e vai ocupando o espaço do amor de Deus, assim o nosso coração fica duro, brigão, cheio de mágoas, violento, invejoso, mentiroso... tudo isso acontece quando não sentimos o amor de Deus.

E será que depois disso, depois de ter um coração empedrado, Deus nos abandona? Será que Deus deixa de nos amar?

NÃO - NUNCA!

Mas como Deus não desiste de nós, nos enviou seu Filho Jesus Cristo com o poder de perdoar nossos pecados e "limpar" o nosso coração do mal. (com o pegador ou a pinça tirar as pedras). Jesus é Deus, Ele quer e pode tirar do nosso coração tudo o que nos impede de sermos felizes. Agora que saíram os pecados (pedras que representam mentira, inveja, etc) o que ficou faltando? (mostrar o copo e esperar que respondam).

Pois é, como Deus nos criou para estarmos sempre cheios de amor, além de tirar os pecados Jesus também quer que sejamos felizes e quer nos encher com o seu amor, sua força.

Música:

Conheço um coração tão manso, humilde e sereno;
Que louva ao Pai por revelar seu nome aos pequenos;
Que tem o dom de amar;
Que sabe perdoar;
Que deu a vida para nos salvar;

Jesus manda teu Espírito;
Para transformar meu coração(2x)

As vezes no meu peito, bate um coração de pedra;
Magoado, frio, sem vida, aqui dentro ele me aperta;
Não quer saber de amar, nem sabe perdoar;
Quer tudo e não sabe partilhar;

Jesus manda teu Espírito;
Para transformar meu coração(2x)

Lava, purifica e restaura-me de novo;
Serás o nosso Deus e nós seremos o teu povo;
Derrama sobre nós, a água do amor;
O Espírito de Deus nosso Senhor;

Jesus, manda teu Espírito
Para transformar meu coração (2x)

Continuando...

Agora, se o nosso coração está em pecado, cheio de pedras, como podemos fazer? Como podemos tirar nossos pecados?

Sabemos que Jesus não veio para nos acusar ou condenar, Ele veio para nos salvar e nos "limpar". (Lembrar do sacramento da reconciliação e penitência)

Precisamos confessar nossos pecados ao padre que representa Jesus.

Cometemos pecado quando somos egoístas e queremos ser felizes sem Deus e sem os irmãos.

Podemos nos afastar de Deus e dos irmãos fazendo o mal por meio de:

- Pensamentos (quando pensamos mal das pessoas e julgamos)

- Palavras (quando proferimos palavras que não são para o bem, ofensas)

- Ações (quando fazemos o mal de propósito)

- Omissões (quando deixamos de fazer o bem ou falar bem dos outros)

Oração:

Vamos pedir perdão a Deus porque quando pecamos "jogamos fora" o Seu amor.

Agora cada um vai pensar no que fez e não agradou a Deus, mentiras, brigas, egoísmo, ofensas, preguiça, desrespeito aos pais, aos avós...

Vamos agora agradecer a Deus pelo amor que Jesus tem por cada um de nós e por ser nosso Salvador, vamos nos esforçar para que o nosso coração não seja duro, não seja invejoso, não seja brigão... o pecado é uma falta para com Deus e ao próximo, o pecado ofende muito a Deus, o pecado é uma desobediência aos mandamentos da lei de Deus.

Encerramento:

Cada catequisando deverá escrever num papel seu pecado, colocar numa caixa ou saco e depois colocar no lixo sem serem lidos.


O pecado original - segunda parte

Deus, no paraíso, amaldiçoou a serpente (o demônio), mas não o homem. Adão e Eva Ele castigou. Prosseguindo a narrativa, Deus disse à mulher: "Multiplicarei os teus sofrimentos, principalmente os do parto; darás à luz em meio à dor e estarás sob o poder do marido e ele te dominará". E disse ao homem: "... maldita seja a terra por causa de ti; à custa de trabalho penoso é que dela tirarás o teu alimento, até que voltes à terra de que foste tomado, porque tu és pó e em pó te hás de tornar".

Assim como a serpente recebeu a maldição no lugar de Eva, a terra recebeu-a em lugar de Adão, sendo que a do demônio foi mantida e a da terra foi retirada, conforme se vê na própria Bíblia, quando, mais tarde, Deus dirigiu-se a Noé.

Analisemos a parte referente à mulher. Já houve quem observasse que Adão foi tentado pro uma criatura semelhante a ele, ao passo que Eva o foi por um ser superior a ela, o que atenua sua culpa. No entanto, Moisés, o autor do Gênesis, pertencia a uma cultura em que a mulher era considerada inferior ao homem, o que, naturalmente, influênciou sua narrativa.

Foi precisamente o Cristianismo o porta-voz da Boa Nova, o realizador das promessas e símbolos do Antigo Testamento, que primeiro realçou a dignidade da mulher. Pois se é verdade que o homem cedeu ao pecado mediante as palavras tentadoras de sua mulher, também é verdade que obteve o caminho da salvação por intermédio da palavra de outra mulher. Ao não de Eva (pois ela negou-se a obedecer) opõe-se o Sim de Maria (na submissão à vontade divina).

Ainda, a propósito, é bom frisar o seguinte: para que Eva caísse foi necessária a ação do demônio, mas, para a queda do homem, bastou a má influência da mulher. Isso tem sentido. Todos sabemos como é forte a persuasão feminina. Quando a mulher se corrompe, corrompe-se a família, a sociedade, a pátria, o mundo. Os que pretendem solapar os valores morais degradam e servem-se da mulher para atingir os seus objetivos. Diabolicamente, eles sabem o que fazem - embora a mulher neste caso, em sua mãos, não passe de um joguete.

Para a sua perfeita realização, e para a do homem e da sociedade, a mulher deve renunciar a Eva e aproximar-se de Maria.

Quanto ao castigo do homem, não seria preciso recorrer à Bíblia para verificar que o pecado (nosso e alheio), dificulta a luta pela vida. Comendo um fruto proibido, o homem pecou - agora, precisa de esforço para colher os bons frutos que lhe são oferecidos. Mas a palavra de ordem "dominai a terra" não foi retirada, assim como não lhe foram retirados os dons naturais.

Com inteligência e vontade, à custa de sacrifícios, o homem tem progredido. As conquistas da técnica, facilitando o trabalho humano, são boas. Como são bons os conhecimentos no campo da ciência. O importante é que o homem considere essa vitórias como meios que o levem a Deus e não como fins em si ou meios de destruição e pecado (afastamento de Deus).

Ainda segundo a Bíblia, após o pecado (original), "O Senhor Deus fez para Adão e sua mulher túnicas de pele, com as quais os revestiu". Portanto, para que o homem cobrisse sua nudez (despojamento da graça) houve derramamento de sangue, algum animal foi sacrificado. Mais tarde, no Novo Testamento, S. João Batista apresentaria Jesus ao povo judaico, como sendo "o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo", e tem profundo sentido e perfeita relação como o pecado original a frase de S. Paulo diria tantos anos mais tarde: "Revesti-vos de Cristo".

Por fim, diz a Sagrada Escritura que, após o pecado, Deus expulsou Adão e diante do Paraíso pôs um anjo brandindo uma espada de fogo. Maria, a antítese de Eva, é, também, poeticamente, chamada de "Jardim fechado". De fato, em seu seio, por obra do Espírito Santo, germinou a semente divina. E o anúncio desse milagre, de sua maternidade virginal, foi-lhe dado por um anjo. Agora, é um anjo (talvez, o mesmo) que, como mensageiro do Altíssimo, se curva diante da mulher bendita entre todas, da predestinada a ser mãe do Salvador. Abre-se o mais belo dos "jardins fechados" e um Novo Paraíso desponta para a humanidade.

Antigo Testamento

Imagem do Novo

Eva dialoga com o demônio

Maria dialoga com o anjo

Há falsa amizade entre Eva e o demônio

Há verdadeira amizade entre Deus e Maria

O Homem peca pelo orgulho

Jesus, o Salvador dos homens, é o "manso e humilde de coração"

Adão desobedece – e o homem se perde

Jesus faz-se "obediente até a morte"- e o homem se salva

Comendo o fruto proibido, o homem peca

Agora, com sacrifício, come os frutos lícitos

Desobedecendo, Adão prova o doce fruto

Obedecendo até a morte, Cristo prova fel e vinagre

Adão estende seus braços para a árvore – e isto é perdição

Cristo estende seus braços para a cruz (da madeira, da árvore) – e isto é salvação.

Na "hora das trevas", o homem se despe da graça

Na hora das trevas, Jesus é despido – para revestir o homem de graça

A tarde, "na hora das trevas" (porque havia trevas em seu coração), o homem peca.

Para remir o homem, à tarde, Jesus é crucificado

Naquela hora (das trevas), no Paraíso, dando as costas a Deus, Adão e Eva começaram a crucificar Jesus

Á tarde, é crucificado Aquele que disse: "O que me segue não anda em trevas"

Num jardim (o Paraíso), o homem peca.

Num jardim (das Oliveiras) Jesus o salva.

Um anjo fecha o Paraíso

Um anjo abre outro (o seio de Maria)

Para vestir Adão e Eva, um animal é morto

Para revestir o homem da graça, Jesus, "o Cordeiro de Deus", é crucificado

Segundo uma lenda, o crânio de Adão foi sepultado no monte Gólgota

No monte Gólgota, o sangue da cabeça de Cristo o lavou.

Eva é a primeira mãe dos homens

Numa Segunda ordem – restaurada – Maria é a primeira Mãe

O pecado original - primeira parte

No paraíso, destacam-se duas árvores: a árvore da vida e a árvore da conhecimento do bem e do mal. Gratuitamente ornado por magníficos dons de Deus, Adão foi submetido a uma prova: "Não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal".

"Conhecer o bem e o mal", significa poder determinar para si mesmo o que é bom e o que é mau, sem o esforço que é próprio do homem, mas intuitivamente, como um anjo ou como Deus ("Sereis como Deuses"). Por aquele preceito, o Senhor Deus indicava que o homem não devia cobiçar uma perfeição superior à sua natureza, ou seja, não devia desejar um bem de modo que ultrapassasse as suas forças, isto é, de um modo desordenado. O primeiro pecado constitui em querer uma coisa boa (a semelhança com Deus), mas desordenamente, contra a ordem de Deus.

O homem fora criado como rei, senhor do mundo. Deus, impondo-lhe um preceito, lembrava-lhe que, apesar disso, como criatura, devia sujeitar-se a alguém. Deus queria a sua obediência – e tinha o direito a isso. E o homem, obedecendo, seria feliz.

Mas... por inveja, o demônio tentou-o.

Eis como a Bíblia narra a queda do homem: "A serpente disse à mulher: ‘Por que vos mandou Deus que não comêsseis de toda a árvore do paraíso? Respondeu-lhe a mulher: ‘Nós comemos do fruto das árvores que estão no paraíso. Mas do fruto da árvore que está no meio, Deus nos mandou que não comêssemos e nem a toçassemos a fim de não morrermos. Porém, a serpente disse à mulher: ‘Vós de nenhum modo morrereis. Mas Deus sabe que, em qualquer dia que comerdes dele, os vossos olhos se abrirão e sereis com deuses, conhecendo o bem e o mal".

A própria Bíblia identifica com o demônio esta serpente. O Livro da Sabedoria, por exemplo, depois de afirmar que "Deus criou o homem imortal", acrescenta: "Mas, por inveja do demônio, entrou no mundo a morte" (Sb 2, 24). Jesus refere-se ao demônio como "homicida desde o início, mentiroso e pai da mentira" (Jo 8, 44). E o Apocalipse fala no "grande dragão" que se opõe à outra mulher (à Igreja) como "a antiga serpente que se chama Diabo e Satanás, que seduz a terra inteira" (Ap 12, 9).

Note-se que os bens espirituais são desejáveis. O bem da semelhança com Deus, pelo conhecimento perfeito de si mesmo, era sedutor – no Evangelho, o próprio Jesus nos convida a "sermos perfeitos como nosso Pai". O erro estava na soberba, e em querer ser como Deus, contra Deus ou sem Ele.

Prosseguindo a narrativa: "A mulher viu o que o fruto da árvore era bom ao paladar. Agradável de aspecto e valioso para abri o entendimento; tomou, pois do fruto e o comeu; deu-o, também, ao marido, que estava com ela, e este o comeu. Então, os olhos de ambos se abriram; perceberam que estavam nus, e, entrelaçando folhas de figueira, fizeram cinturões para si. Então ouviram o ruído do Senhor Deus, que passeava no jardim à brisa do dia. O homem e a mulher se ocultaram aos olhos do Senhor Deus por entre as árvores do jardim.

O Senhor Deus, porém, chamou o homem e disse-lhe. ‘Onde estás’ Este respondeu: ‘Ouvi o ruído dos vossos passos no jardim: tive medo, porque estou nu, e escondi-me’. O Senhor Deus disse: ‘Quem te revelou que estás nú? Terás comido do fruto da árvore que te proibi de provar?’ O homem respondeu: ‘A mulher que puseste comigo apresentou-me o fruto da árvore, e comi-o.’ O Senhor Deus disse à mulher: Por que fizeste isso?’ – ‘A serpente me enganou, repondeu ela, e comi."

Certamente, antes do pecado, Adão e Eva estavam nus. Estavam, porém, vestidos com a graça de Deus. Por isso, a nudez não os pertubava. Depois do pecado, "os olhos se abriram" e, despidos da graça, olharam-se com vergonha. Então, cobriram-se com "folhas de figueira", folhas ásperas, desagradáveis (sinal da necessidade de penitência).

O autor Sagrado destaca a familiaridade das relações entre Deus e o homem, quando este lhe voltava as costas. Vemos o contraste entre o comportamento do Criador, Amigo, Companheiro, e o da criatura, infiel e indigna daquela amizade. Apresentando Deus como se ignorasse o que havia acontecido, o autor pretende resaltar o quanto Ele tinha motivo para não esperar aquela atitude do homem. Note-se a desordem interior e o obscurecimento da inteligência produzidos pela pecado: ambos se esconderam de Deus... – como se isso fosse possível.

No diálogo, o homem se desculpa, acusando a mulher – e esta faz o mesmo, acusando a serpente. Aliás, Adão não perde a oportunidade de frisar: a mulher que o tentara, lhe fora dada por Deus... Estão ai, bem caracterizadas, a covardia, a ingratidão, a insolência, a mentira. Nenhum dos, dois se refere ao motivo da desobediência: o amor próprio exaltado, o orgulho na ambição de ser como Deus (ainda que contra Deus).

É necessário esclarecer que o pecado de Adão e Eva não foi de origem sexual. Deus é coerente: não lhes daria o sexo proibindo-lhes o seu uso (dentro da lei natural, estabelecida por Deus). É bastante conhecida a frase: "Crecei e multiplica-vos", dita antes da queda. O pecado se chama original, por ser o primeiro, por ser o princípio e a origem de nssos males – pois o pecado é o mal.

Note-se ainda, que o pecado desuniu Adão e Eva. Com o rompimento das relações com Deus, as relações humanas – consigo mesmo e com os outros – tornaram-se difíceis. Assim como a graça de Deus é harmonia, equilíbrio, paz, amor – o pecado (afastamento de Deus) é a desordem, a divisão já dentro do próprio homem, como, também, desequilíbrio, discórdia, ódio, guerra entre os homens.

Segundo, então, a ordem inversa do interrogatório, Deus começa por amaldiçoar a serpente: "Serás maldita entre os animais (...), andarás de rastro (...). E estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, ente a tua linhagem e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu hás de lhe ferir o calcanhar".

Quanto ao sentido da últimas frases, ali está a primeira promessa do Salvador. Deus é a Justiça e Misericórdia. Opondo-se à falsa amizade entre Eva e a serpente, está predita uma verdadeira inimizade entre o demônio e a outra mulher (Maria). Esta, a mãe de outra linhagem, por aplicação antecedente dos méritos de de seu Filho Jesus, foi imaculada desde a sua concepção. Jamais o demônio teve sobre ela algum poder, ao contrário do que acontece com os "degregados filhos de Eva".

Porque, exceto Jesus e Maria, todos somos concebidos em pecado (original). Como filhos de pais riquíssimos que perderam sua fortuna, nascemos na miséria (do pecado). Com o pecado original, Adão e Eva perderam os dons sobrenaturais e preternaturais e tiveram enfraquecidos os naturais. O pecado original, ainda que indiretamente, atingiu a própria natureza de Adão – e, por isso, nós o herdamos.

Jesus (o 2º. Adão) veio, pela graça, resgatar a natureza humana, reatar o vínculo da justiça – a preço de sangue. Instigando os judeus a crucificá-lo, o demônio feriu o Salvador, mas, nessa mesma hora, feria-se a si mesmo, porque, pela cruz, viria a salvação. Assim o demônio feriu Cristo "no calcanhar", mas Este "o feriu na cabeça".

E, quanto a nós, também o combate é sangrento. A própria Virgem Maria, Rainha do Céu e dos Anjos, também é a Senhora das Dores. Já agora, como herdeiros de Cristo, como filhos de Maria, podemos, na ventura da graça, no conforto da Fé, na vida em união com Deus, na paz interior, encontrar algo do paraíso perdido – mas isso tem um preço: o sacrifício, o domínio de si mesmo, a vitória sobre o orgulho, sobre o orgulho que vitimou nossos primeiro pais. Só assim teremos, na terra, uma antevisão da felicidade prometida no céu. Esperar ser feliz de outro modo é insensatez.

Porém, no combate, não estamos sós. Pelo Batismo, recebemos a graça de Deus – que jamais nos desampara. E a Imaculada Conceição – aquela que representamos esmagando uma serpente – é, também, O Auxilio dos cristãos, a Consoladora dos aflitos, o Refúgio dos pecadores. Cada vez que damos ouvidos à tentação, imitamos Eva, Eva imprudente, que se entregou contemplando o fruto proibido, deleitando-se, deixando-se envolver (em vez de desprezar o tentador). Cada vez, que reagimos, esmagamos a serpente, embora esta nos moleste, embora nos fira o calcanhar – porque a luta exige sacrifício. Mas, não estamos sós.

Cristo, na cruz, além de se entregar por nós, deu-nos, também, Sua Mãe que sensivelmente, nos protege. Exemplo : Na frança, em 27 de novembro de 1830, a irmã de Caridade Catarina Labouré encontra-se na capela, em oração. Envolta, num círculo em que se distinguiam as palavras "Oh, Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós", a Virgem lhe apareceu, dizendo-lhe : "Mande cunhar uma medalha conforme este modelo.

Todos aqueles que a trouxerem alcançarão graças". A medalha foi cunhada. E inúmeras graças são concedidas aos que nela confiam, razão por que passou a chamar-se "Medalha Milagrosa".

Além dessa oportunidade, são inúmeras as vezes, que Maria tem-se manifestado aos homens. Sempre pedindo oração e penitência, sempre exortando aos bons costumes, à concórdia, à virtude. Sempre extravasando seu amor de Mãe zelosa pela salvação de seus filhos.

Como surgiu a Igreja?

Prefiguração da Igreja:

Desde o início dos tempos a Igreja já era prefigurada. O próprio Antigo Testamento possui dezenas de frases prefigurativas. A Arca de Noé, por exemplo, simboliza a Igreja: aqueles que estiverem dentro dela se salvarão; o misterioso sacerdote Melquisedeque que, de maneira surpreendente, oferece pão e vinho a Abraão, símboliza o Cristo na introdução da Eucaristia.

A Igreja (assembléia ou reunião do povo de Deus), começou com Abraão, a quem Deus prometeu que seria o pai de um grande povo. (Gn 12,2;15,5-6). Deus então escolheu Israel como Seu povo eleito. (Ex 19,5-6).
No entanto, o povo comportou-se como uma prostituta, diz o Senhor, rompendo a aliança que fizeram com o Ele, através de adoração a falsos Deuses, etc. (Is 1,2-4).

Por este motivo, os profetas passaram a anunciar, por vontade de Deus, o início de uma nova e eterna Aliança (Is 55,3), a qual foi instituída por Jesus, o Cristo (ungido) de Deus.

Missão de Jesus

A missão de Jesus era realizar o plano de salvação de Deus Pai. Para isso, veio ao mundo e, na idade adulta, formou a pequena comunidade dos 12 Discípulos, respresentando as 12 tribos de Israel, tendo Pedro como seu "chefe" (Mc 3,14-15).

Cristo fundou uma Igreja

A Igreja foi realizada pela Cruz redentora de Cristo e por Sua Ressurreição. Será consumada na glória do céu como assembléia de todos os resgatados na terra. Por isso a Igreja é necessária à salvação do homem, não bastando a fé, como pregava Lutero, que iniciou a reforma protestante.
Por isso também Jesus deixou seus discípulos responsáveis pela Sua doutrina, incumbindo-os de difundi-la por todo o mundo, dando-lhes grandes autoridades, como a de poder decidir o que será ligado ou desligado nos Céus (Mt 16,18-20). Daí vem, por exemplo, a certeza do perdão dos pecados no Sacramento da Reconciliação ou confissão.

Assim, tendo Pedro como "cabeça visível" da Igreja, os Apóstolos difundiram a doutrina por todo o mundo conhecido. Pela autoridade que a eles foi dada pelo Filho de Deus, nomearam outros apóstolos (bispos e sacerdotes), diáconos, como Estêvão e Filipe. Também nomearam Lino após a morte de Pedro, que tornou-se assim o segundo Papa. Assim tem sido até hoje.

A irmã chata

Olá catequistas, aqui vai um contozinho para contarmos para nossas crianças na catequese. Esse conto da "Irmã Chata" é bem interessante e cabe como uma luva, em nossa realidade.
Um forte abraço!
Matheus Pinto

A irmã chata...
No Carmelo onde Santa Teresinha morava, na França, havia uma Irmã muito chata. Era chata mesmo. Na capela, ela ficava batendo o terço no banco, cujo barulho irritava as colegas.

Teresinha sentia dificuldade até em olhar para o rosto dessa Irmã, mas procurava disfarçar. Quando a via no corredor, sua vontade era de entrar numa sala, evitando o encontro. Mas se dominava, olhava para ela e sorria.

Na lavanderia, aquela Irmã era estabanada e espirrava água nas colegas que lavavam roupa ao seu lado. Teresinha não enxugava os pingos, para não mostrar descontentamento. Que sejam como água benta, pensava ela.

E assim, Teresinha foi invertendo os seus sentimentos em relação àquela Irmã. O barulhinho do terço na capela já lhe parecia uma música que a ajudava a rezar e a louvar a Deus.

Com o tempo, ela passou a gostar daquela Irmã. Um dia, para surpresa sua, a Irmã lhe disse: "Irmã Teresinha, por que é que você gosta tanto de mim?"

O amor de Deus, que foi derramado em nossos corações no batismo, nos impulsiona a amar o próximo sem distinção. "Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele" (1Jo 4,16).

"Sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos" (1Jo 3,14).

Vamos pedir a Maria Santíssima e a Santa Teresinha que nos ajudem a acolher com amor as pessoas chatas e a conviver bem com as pessoas que moram, trabalham ou estudam conosco e não nos são agradáveis.
Adaptação: Pe. Queiroz
www.a12.com

Como preparar bem um encontro de catequese?

O encontro de catequese e sua dinâmica
Nestes últimos anos tem-se falado em Catequese Renovada e muitos pontos positivos contribuíram para que ela assim fosse chamada. Percebemos que algumas propostas da Catequese Renovada estão muito visíveis: o uso da Palavra de Deus, a importância de ligar a fé com a vida, perceber e respeitar as situações dos catequizandos tais (interesses, jeito de viver, idade, cultura...), a preocupação em fazer uma catequese mais comprometida com a comunidade, envolvimento da família, o uso de uma metodologia mais criativa, dinâmica...

O documento Catequese Renovada (26), escrito em 1983, nos faz propostas arrojadas e que ainda estamos por concretizar.

Para muitos catequistas, pais, agentes, padres... a catequese é ainda pensada:

• só para crianças;
• voltada para os sacramentos;
• para a celebração dos sacramentos que muitas vezes é uma formatura, portanto, depois disto é um adeus a todos os compromissos de fé e vida;
• os encontros de catequese são pensados como uma “aula escolar”;
• o encontro catequético é desligado da vida (problemas, exclusões, alegrias, lutas, meios de comunicação...).

A nossa preocupação é que se possa superar uma fé que apenas passa por um texto, ou doutrina, e que, com os nossos catequizandos, se possa fazer uma verdadeira experiência de Deus, vivenciada como processo e encarnada no dia-a-dia, na luta por mais justiça e acolhendo a vida como maior dom de Deus.

Diz o documento que a finalidade da catequese é a “maturidade da Fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral” (CR 318).

A maturidade da fé não se faz de um dia para o outro. Ela tem início na família, contínua na comunidade e acompanha a pessoa por toda a vida.

O princípio da interação: “Fé-Vida”

Existem muitos métodos, isto é, muitas maneiras para se chegar a alcançar objetivos.

A catequese usa o princípio metodológico da interação. Na vida de todo dia usamos interações que produzem efeitos benéficos. Veja, por exemplo, o fermento, a água e o trigo ajuntados, misturados, interados, são capazes de produzir um pão capaz de matar a fome.

Na catequese é preciso fazer interagir, isto é, misturar aquilo que é do campo de fé (Bíblia, tradição, liturgia, doutrina, ensinamentos da Igreja...) com tudo aquilo que é do campo da vida (acontecimentos, realidade, situações, aspirações, clamores, fatos alegres e tristes...).

“A interação é relacionamento mútuo e eficaz entre a experiência de vida e a formulação da fé, entre a vivência atual e o dado da Tradição” (CR 113). O conteúdo da catequese não é só doutrina, Bíblia, mas também a nossa vida.

Frei Bernardo dizia: O catequista precisa trazer numa mão o jornal e na outra a Palavra de Deus. Precisamos estar em contato com duas fontes: a Bíblia e a realidade humana.
Este método tem por finalidade educar para Ação-Reflexão, assim como fez Jesus, que se preocupou de educar seus discípulos para uma reflexão, partindo da vida (pobres, crianças, doentes, excluídos...).

Como trabalhar um encontro de catequese

Para melhor trabalhar o método de interação usa-se um pocedimento, ou melhor, um itinerário, que favorece o grande objetivo da catequese: “Para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10).
Todo encontro parte da VIDA para chegar a mais VIDA com novos compromissos e novas atitudes...

O itinerário de um encontro, para muitos, é velho ou muito conhecido. Acontece, que existem muitos catequistas iniciantes e precisam estar seguros de como proceder ao realizar algum encontro.
Vejamos agora, parte por parte da dinâmica metodológica de um encontro:

ACOLHIDA, VER, JULGAR, CELEBRAR, AGIR, AVALIAR.



a) Acolhida: é a sala de visita do encontro. Pode ser expressa de muitas formas: gestos, cantos, símbolos, surpresas...



É importante que todo catequizando encontre sempre um ambiente acolhedor, fraterno amigo. Seja reconhecido na sua individualidade, chamando-o pelo nome.
Todo participante que se sente aceito e amado, participará com mais alegria e motivação.

b) Olhar a vida, ou ver a realidade, suscita a capacidade para a sensibilidade, consciência crítica, perceber com o coração e a inteligência aquilo que se passa ao redor.
Não é só olhar a realidade superficialmente, mas possibilitar o aprofundamento de fatos, causas, conseqüências do sistema social, econômico-político e cultural dos problemas.



O olhar a vida é o momento de ver o chão onde vivemos e de preparar o terreno da realidade para depois jogar a semente da Palavra de Deus.

A parte do ver pode ser concretizada através de desenhos, visitas, entrevistas, histórias e fatos contados, notícias, figuras, fitas de vídeo, dramatização...

c) Iluminar a vida com a Palavra (Julgar).



A partir da vida apresentamos a Palavra de Deus. Podemos compará-lo com a luz existente dentro de casa. Ela ilumina todo o ambiente isto é, nos mostra qual a vontade de Deus em relação à vida das pessoas, seus sonhos, necessidades, valores, esperanças...

Fazemos um confronto com as exigências da fé anunciadas por Jesus Cristo, diante da realidade refletida.

Dentro do julgar também colocamos o Aprofundamento da Palavra. Nesta parte aumentamos a luminosidade da casa para poder enxergar melhor.

É a hora que refletimos com o grupo para fazer uma ligação mais aprofundada da Palavra com a vida do dia-a-dia e perceber os apelos que Deus nos faz. Pode-se perguntar: O que a Palavra de Deus diz para a nossa vida? Sobre o que nos chama atenção? O que precisamos mudar? Que apelos a Palavra faz para mim e para nós?

O aprofundamento pode ser feito ainda com encenações, dinâmicas, cantos, símbolos...

d) Celebrar a Fé e a Vida. É um momento muito forte. É como se estivéssemos ao redor de uma mesa com um convidado especial.



O celebrar é como saborear em conjunto na alegria, ou no perdão, algo que nos alimenta porque nos dirigimos, nos aproximamos do convidado especial, que é Deus.

A celebração não deve ficar apenas na oração decorada. Os catequizandos aprenderão a conversar naturalmente com Deus como um amigo íntimo. É importante diversificar a oração usando símbolos, cantos, gestos, salmos, silêncio, frases bíblicas repetidas, relacionando sempre ao tema estudado e com a vida.

A partir das celebrações dos encontros é possível motivar os catequizandos na participação das celebrações, cultos, novenas, grupos de reflexão.

e) Assumir ações práticas. Todo encontro precisa conscientizar que ser cristão não é ficar de braços cruzados, e nem ficar passivo diante da realidade.



Trata-se de encontrar passos concretos de mudança das situações onde a dignidade é ferida, a partir de critérios cristãos.

O agir é transformador e comprometedor. Está ligado à vida e à Palavra de Deus que questionam e exigem a mudança nas pessoas, famílias, comunidade.

Cada catequista necessita provocar o seu grupo para ações práticas. É preciso respeitar cada faixa etária, mas não será impossível fazer algo concreto. Os compromissos podem ser discutidos e assumidos de forma individual ou grupal.

f) Recordar o encontro. Não se trata aqui da aplicação de exercícios para decorar conceitos. O recordar nos leva a ruminar o que foi refletido, aprofundado, trazendo à memória algo essencial para ser fixado. A memorização é necessária sobretudo para conteúdos básicos de nossa fé. Se for aplicada alguma atividade, que esta seja para desenvolver o espírito comunitário de fraternidade, partilha, amizade e ajuda mútua.

Pode-se também pedir a ajuda para a família, sobre questões práticas.

g) Guardar para vida. Este passo dá importância à Bíblia. Precisamos que nossos catequizandos tenham na vida e na fala a Palavra de Deus. A partir do assunto tratado no encontro, podemos usar uma ou duas frases, tiradas dos textos bíblicos usados que dão a síntese do conteúdo, para serem compreendidas e vivenciadas.



As frases poderão ser escritas em papelógrafo ilustradas com desenhos, ou figuras e fixadas em local para serem vistas e memorizadas.

h) Avaliar. A avaliação ajuda a alegrar-se com as descobertas feitas, pelo que aconteceu de bom. É ela também que faz verificar as falhas, corrigir o que não foi bom.



Não podemos ficar somente no que o catequizando “aprendeu”, isto é, se sabe os mandamentos, sacramentos, mas é preciso avaliar as relações interpessoais, a responsabilidade, o comprometimento, o assumir os valores evangélicos como: diálogo, partilha, capacidade de perdoar, atitudes de fraternidade.

A avaliação é um passo precioso de crescimento. Ela faz parte de qualquer encontro.

São muitas as formas de avaliar. Pode-se utilizar dinâmicas, debates, partilha em grupo, individual, ou ainda, os próprios participantes escolhem alguém que no final do encontro poderá dar a sua opinião.

A grande fonte de avaliação é a observação atenta do que ocorre durante o processo catequético. Portanto, a avaliação não é só olhada dentro de quatro paredes, mas envolve a vida toda.

Parece simples preparar um encontro mas, como vemos, exige do(a) catequista dedicação, carinho e aprofundamento para tornar cada encontro, um espaço de crescimento mútuo.

Ao olharmos Jesus com seus apóstolos, veremos que seu método também tinha estes passos. É só verificar algumas passagens, como a dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35) ou ainda o encontro com a Samaritana (Jo 4, 1-30) ou Zaqueu (Lc 19, 1-10).

Qualquer ambiente era propício para acolher-ensinar-aprender-conviver. Para Ele a importância estava nas pessoas.

Ir. Marlene Bertoldi
Fonte: www.pime.org.br

Adão e Eva


Deus criou um jardim chamado Éden, e no meio deste jardim, ficava a árvore da vida e também a árvore do conhecimento do bem e do mal. Então, Deus pôs o homem no jardim do Éden, para cuidar dele e nele fazer plantações. E o SENHOR deu ao homem a seguinte ordem: Você pode comer as frutas de qualquer árvore do jardim, menos da árvore que dá o conhecimento do bem e do mal. Não coma a fruta dessa árvore; pois, no dia em que você a comer, certamente morrerá. Um dia, a serpente apareceu e começou a conversar com Eva. Ela perguntou à mulher: – É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim? A mulher respondeu: – Podemos comer as frutas de qualquer árvore, menos a fruta da árvore que fica no meio do jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta, nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos. Mas a serpente afirmou: – Vocês não morrerão coisa nenhuma! Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal A mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido, e ele também comeu. Nesse momento os olhos dos dois se abriram, e eles perceberam que estavam nus. Então costuraram umas folhas de figueira para usar como roupas. Naquele dia, quando soprava o vento suave da tarde, o homem e a sua mulher ouviram a voz do SENHOR Deus, que estava passeando pelo jardim. Então se esconderam dele, no meio das árvores. Mas o SENHOR Deus chamou o homem e perguntou: – Onde é que você está? O homem respondeu: – Eu ouvi a tua voz, quando estavas passeando pelo jardim, e fiquei com medo porque estava nu. Por isso me escondi. Aí Deus perguntou: – E quem foi que lhe disse que você estava nu? Por acaso você comeu a fruta da árvore que eu o proibi de comer? O homem disse: – A mulher que me deste para ser a minha companheira me deu a fruta, e eu comi. Então o SENHOR Deus perguntou à mulher: – Por que você fez isso? A mulher respondeu: – A serpente me enganou, e eu comi. Então o SENHOR Deus disse à serpente: – Por causa do que você fez você será castigada. Entre todos os animais só você receberá esta maldição: de hoje em diante você vai andar se arrastando pelo chão e vai comer o pó da terra. Para a mulher Deus disse: – Vou aumentar o seu sofrimento na gravidez, e com muita dor você dará à luz filhos. Apesar disso, você terá desejo de estar com o seu marido, e ele a dominará. E para Adão Deus disse o seguinte: – Você fez o que a sua mulher disse e comeu a fruta da árvore que eu o proibi de comer. Por causa do que você fez a terra será maldita. Você terá de trabalhar duramente a vida inteira a fim de que a terra produza alimento suficiente para você. E o SENHOR Deus fez roupas de peles de animais para Adão e a sua mulher se vestirem. Por isso o SENHOR Deus expulsou o homem do jardim do Éden e fez com que ele cultivasse a terra da qual havia sido formado.


Atividades:






Fonte: Blog Catequese Infantil.